Amapá perde Idemar Sarraf Felipe, símbolo da cultura e da política de Laranjal do Jari, morto pela covid-19 aos 70 anos

Não demorará muito para que a maioria das pessoas no mundo conheça a perda de uma vida ou tenha um meio de subsistência destruído pela pandemia do coronavírus.
Muitas pessoas já têm uma história comovente para contar, seja devido à doença ou porque estão enfrentando as consequências sociais ou financeiras de um mundo que está fechando as atividades, exceto as mais essenciais.
Em um ano o Amapá perdeu grandes nomes de todos os segmentos da sua sociedade, dos anônimos aos conhecidos já se foram 1156 óbitos e a contaminação continua crescendo, os hospitais lotados e as vagas diminuindo.
Na semana que se encerra, Laranjal do Jari perdeu, um dos seus símbolos nacionais, Idemar Sarraf Felipe, mais conhecido como Barbudo Sarraf, o rei do ouro, nasceu em Almeirim, estado do Pará, em 1950, mas fez história em Laranjal do Jari. Barbudo fez de tudo um pouco na vida, foi pescador, taxista, garimpeiro e empresário, é uma figura lendária de Laranjal do Jari que se tornou conhecido em todo o Brasil.
Com atuação no garimpo, Barbudo Sarraf chegou a ser chamado de o “Rei do Ouro”, e nas entrevistas costumava se exibir com quase três quilos de joias de ouro puro, pulseiras, anéis, palito, armação de óculos, cinto e umas barbas de palmo e meio. Foi assim, por exemplo, que ele se apresentou nos programas de Gugu Liberato, Ratinho e Conexão Repórter, todos do SBT.

No ano de 2005, ele inaugurou uma boate flutuante, a Balsa do Barbudo (apelidada pelo próprio de Putanic) oferecendo entretenimento às pessoas do Vale do Jari enquanto subia e descia o rio. A Balsa do Barbudo era uma espécie de boate flutuante com quatro andares e ambientes para a população se divertir.
Idemar Felipe também foi candidato a prefeito de Laranjal do Jari e a deputado estadual. Na eleição de 2008, quando foi candidato a prefeito pela coligação “Laranjal que Merecemos”, encabeçada pelo PSDB, seu partido conseguiu 25.86 % dos votos, a segunda maior votação, perdeu com a diferença de apenas 412 votos para a primeira colocada, Euricélia Cardoso. Ele voltou a ser candidato a prefeito em 2012, mas perdeu.
Barbudo chegou a ser diplomado prefeito e governou a cidade por sete meses, entre maio e dezembro de 2009 quando Euricélia Cardoso teve seu diploma de candidatura cassado pelo TRE do Amapá.
No período em que esteve à frente da Prefeitura de Laranjal do Jari, a principal realização foi o polêmico aterramento da área destruída pelo incêndio de outubro de 2008, onde se localizava o Centro Comercial.
Em entrevista ao blog “Gemas do Brasil”, em julho de 2014, Barbudo Sarraf disse que tinha o suficiente para não precisar mais trabalhar. As economias foram sacadas dos bancos a partir do Plano Collor e investidas em ouro, terras, gado, telefones e motores para dragas de garimpo. A aventura teve um preço. Sarraf havia perdido a conta das malárias que contraiu; sofria de uma gastrite que o obrigava a moderar na bebida; e tinha dois medos na vida: de ser preso e de morrer. Porque, como ele mesmo dizia, ‘no garimpo não tem brabo, só medroso; ninguém discute; saca logo a arma e mata’.
Dos planos que fazia o que mais o animava era eleger-se prefeito. Barbudo chegou a depor como testemunha na CPI do Narcotráfico, em Macapá.
Uma grande figura política e humana de Laranjal do Jari. Sentimentos aos familiares, a Jackelyne Sarraf (esposa), aos filhos, a seus irmãos, a todos amigos do Barbudo e ao povo do Jari. Certeza que fica todo um legado!
, símbolo da cultura e da política de Laranjal do Jari, morto pela covid-19 aos 70 anos
Não demorará muito para que a maioria das pessoas no mundo conheça a perda de uma vida ou tenha um meio de subsistência destruído pela pandemia do coronavírus. Muitas pessoas já têm uma história comovente para contar, seja devido à doença ou porque estão enfrentando as consequências sociais ou financeiras de um mundo que está fechando as atividades, exceto as mais essenciais.
Em um ano o Amapá perdeu grandes nomes de todos os segmentos da sua sociedade, dos anônimos aos conhecidos já se foram 1156 óbitos e a contaminação continua crescendo, os hospitais lotados e as vagas diminuindo.
Na semana que se encerra, Laranjal do Jari perdeu, um dos seus símbolos nacionais, Idemar Sarraf Felipe, mais conhecido como Barbudo Sarraf, o rei do ouro, nasceu em Almeirim, estado do Pará, em 1950, mas fez história em Laranjal do Jari. Barbudo fez de tudo um pouco na vida, foi pescador, taxista, garimpeiro e empresário, é uma figura lendária de Laranjal do Jari que se tornou conhecido em todo o Brasil.
Com atuação no garimpo, Barbudo Sarraf chegou a ser chamado de o “Rei do Ouro”, e nas entrevistas costumava se exibir com quase três quilos de joias de ouro puro, pulseiras, anéis, palito, armação de óculos, cinto e umas barbas de palmo e meio. Foi assim, por exemplo, que ele se apresentou nos programas de Gugu Liberato, Ratinho e Conexão Repórter, todos do SBT.
No ano de 2005, ele inaugurou uma boate flutuante, a Balsa do Barbudo (apelidada pelo próprio de Putanic) oferecendo entretenimento às pessoas do Vale do Jari enquanto subia e descia o rio. A Balsa do Barbudo era uma espécie de boate flutuante com quatro andares e ambientes para a população se divertir.
Idemar Felipe também foi candidato a prefeito de Laranjal do Jari e a deputado estadual. Na eleição de 2008, quando foi candidato a prefeito pela coligação “Laranjal que Merecemos”, encabeçada pelo PSDB, seu partido conseguiu 25.86 % dos votos, a segunda maior votação, perdeu com a diferença de apenas 412 votos para a primeira colocada, Euricélia Cardoso. Ele voltou a ser candidato a prefeito em 2012, mas perdeu.
Barbudo chegou a ser diplomado prefeito e governou a cidade por sete meses, entre maio e dezembro de 2009 Quando Euricélia Cardoso teve seu diploma de candidatura cassado pelo TRE do Amapá
No período em que esteve à frente da Prefeitura de Laranjal do Jari, a principal realização foi o polêmico aterramento da área destruída pelo incêndio de outubro de 2008, onde se localizava o Centro Comercial.
Em entrevista ao blog “Gemas do Brasil”, em julho de 2014, Barbudo Sarraf disse que tinha o suficiente para não precisar mais trabalhar. As economias foram sacadas dos bancos a partir do Plano Collor e investidas em ouro, terras, gado, telefones e motores para dragas de garimpo. A aventura teve um preço. Sarraf havia perdido a conta das malárias que contraiu; sofria de uma gastrite que o obrigava a moderar na bebida; e tinha dois medos na vida: de ser preso e de morrer. Porque, como ele mesmo dizia, ‘no garimpo não tem brabo, só medroso; ninguém discute; saca logo a arma e mata’.
Dos planos que fazia o que mais o animava era eleger-se prefeito. Barbudo chegou a depor como testemunha na CPI do Narcotráfico, em Macapá.
Uma grande figura política e humana de Laranjal do Jari. Sentimentos aos familiares, a Jackelyne Sarraf (esposa), aos filhos, a seus irmãos, a todos amigos do Barbudo e ao povo do Jari. Certeza que fica todo um legado!
