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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
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O ESCÂNDALO DO MATADOURO: Gestão Kelly Lobato paga 80% da obra, mas entrega apenas abandono em Amapá

A placa da obra cita orgulhosamente o "Novo PAC" e o "Trabalho em Parceria". A ironia é fina: a única parceria que o povo enxerga é entre a prefeitura e a ineficiência.

O ESCÂNDALO DO MATADOURO: Gestão Kelly Lobato paga 80% da obra, mas entrega apenas abandono em Amapá
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No município de Amapá, a matemática da gestão Kelly Lobato desafia a lógica: como uma obra pode estar 80% paga e 100% inútil para a população? O projeto de "Requalificação e Adaptação do Matadouro Municipal", no Ramal Dona Joana, tornou-se o mais novo item de luxo na crescente coleção de obras inacabadas da prefeita — uma coleção que, infelizmente, é custeada integralmente pelo suor do contribuinte.
O Abismo entre o Pagamento e o Tijolo
Os dados do Portal da Transparência são de deixar qualquer cidadão indignado: dos R$ 432.859,84 previstos para a obra, a prefeitura já desembolsou mais de 346 mil reais. Na prática, o dinheiro "voou" das contas públicas para a empresa responsável com uma agilidade que a prefeita parece não possuir na hora de cobrar o término do serviço.
Enquanto os pagamentos correm maratonas, a execução física da obra caminha a passos de cágado. O cronograma fixado na placa — que previa a entrega para o distante 10 de setembro de 2025 — já completou sete meses de aniversário de atraso, sem direito a bolo, apenas a mato e abandono.

Na Mira do Ministério Público
A farra com o dinheiro público, no entanto, não passou despercebida. Já tramita no Ministério Público uma denúncia formal sobre o descaso no matadouro. O órgão agora investiga o que a gestão municipal parece ignorar: por que liberar quase todo o pagamento se a estrutura não passa de um amontoado de paredes inacabadas?
Pelo visto, a prefeita Kelly Lobato acredita que placas bonitas e nomes de engenheiros técnicos no papel substituem a necessidade real de um local adequado para o abate de animais e segurança sanitária.
A Inércia como Marca Registrada
A placa da obra cita orgulhosamente o "Novo PAC" e o "Trabalho em Parceria". A ironia é fina: a única parceria que o povo enxerga é entre a prefeitura e a ineficiência. No Ramal Dona Joana, o silêncio do canteiro de obras só é quebrado pelo desabafo dos produtores rurais, que esperavam uma estrutura moderna e receberam um esqueleto de concreto sob o sol.
"Pagar 80% de uma obra nesse estado é, no mínimo, uma demonstração de 'talento' administrativo para o desperdício", ironiza um morador local, cansado de esperar pelas promessas de campanha.

A Pergunta que não quer calar
Até quando a coleção de "esqueletos de luxo" da prefeita continuará crescendo? Amapá não precisa de mais outdoors celebrando parcerias de papel; precisa de gestores que saibam que pagar por uma obra não é o mesmo que entregá-la. O Ministério Público está de olho, e a população, que não aceita mais ser tratada como figurante nesse teatro do absurdo, aguarda o próximo capítulo — de preferência, um que não termine em mais um aditivo ou novo atraso.
Questionamos formalmente a Prefeitura de Amapá sobre o "sumiço" do cronograma e a disparidade entre o valor pago e o estágio da obra. Como já é tradição nesta gestão, o silêncio foi a única resposta.

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