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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Notícias/Amapá

Em Amapá, gestão de Kelly Lobato deixa crianças sem aulas e escola em ruínas na Comunidade do Piquiá

O perigo mais alarmante, contudo, está no pátio: um poço com a tampa de concreto totalmente danificada e a boca aberta, transformando o espaço que deveria ser de lazer em uma armadilha fatal para crianças em idade pré-escolar.

Em Amapá, gestão de Kelly Lobato deixa crianças sem aulas e escola em ruínas na Comunidade do Piquiá
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Um cenário de descaso absoluto e risco iminente à vida de dezenas de crianças marca a realidade da comunidade de Piquiá, localizada a 30 quilômetros da sede do município de Amapá. Há mais de dois meses, cerca de 40 alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (E.M.E.I.) Pipoca estão privados do direito básico à educação regular, enquanto a estrutura do prédio público desaba sob o silêncio da gestão da prefeita Kelly Lobato.

As imagens que ilustram esta reportagem revelam a gravidade da situação. O prédio apresenta rachaduras severas nas colunas estruturais e infiltrações visíveis que ameaçam a integridade física de quem se aproximar. O perigo mais alarmante, contudo, está no pátio: um poço com a tampa de concreto totalmente danificada e a boca aberta, transformando o espaço que deveria ser de lazer em uma armadilha fatal para crianças em idade pré-escolar.

Para tentar maquiar a ausência de professores em sala de aula, a direção da escola limitou-se a entregar uma única atividade para que os alunos resolvessem em casa. Sem qualquer orientação, explicação ou suporte pedagógico, os pequenos enfrentam a barreira do isolamento educacional. Pais relatam que as crianças reclamam diariamente da falta das aulas e que o aprendizado foi severamente comprometido.

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Uma moradora nascida e criada na comunidade há 27 anos expressou a indignação coletiva: a escola, que deveria ser o orgulho do Piquiá, tornou-se o símbolo do abandono. Cobrada formalmente pelos pais, a direção da unidade de ensino não apresentou qualquer previsão de retorno ou resposta concreta sobre o futuro letivo dos estudantes.

Diante do silêncio administrativo, os pais e responsáveis se uniram em um clamor por socorro. Um abaixo-assinado foi protocolado formalmente na Prefeitura Municipal de Amapá no dia 15 de abril de 2026. No documento, a comunidade exige a imediata reforma do prédio ou o remanejamento urgente das turmas para um local seguro, além da garantia do direito constitucional à educação de forma segura

O período letivo, previsto para iniciar em 9 de março de 2026, segue inexistente para as famílias do Piquiá. Enquanto o ano letivo escorre pelo ralo, a comunidade aguarda uma resposta oficial e ações imediatas da prefeita Kelly Lobato, cuja gestão é diretamente responsável por garantir que a infância no interior do município não seja negligenciada.

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