Tragédia em cânion expõe falta de regra sobre risco em área turística
Segundo especialistas, não há norma específica sobre avaliação de risco geológico em regiões naturais voltadas ao lazer

A recente tragédia em Capitólio (MG), em que dez pessoas morreram após um paredão se desprender e atingir embarcações no Lago de Furnas, expõe a necessidade de regras específicas para análise de risco geológico em áreas exploradas pelo turismo, dizem especialistas.

Há uma lei federal, a 12.608/2012, que aponta ser "dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios adotar as medidas necessárias à redução dos riscos de desastre". No artigo 8º, a norma diz que é competência do município "identificar e mapear as áreas de risco de desastres". Outro trecho diz que cabe ao município elaborar o mapeamento de áreas suscetíveis a deslizamentos.Apesar disso, especialistas consultados pelo R7 afirmam que a lei se refere à ocupação urbana – esse não é o caso em Capitólio.
