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Quarta-feira, 10 de Junho 2026
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Senado em Guerra: elas dividirão o poder ou uma esmagará a outra?

Elas dividirão o poder ou uma avançará sobre o espaço da outra?

Senado em Guerra: elas dividirão o poder ou uma esmagará a outra?
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O Amapá se aproxima de um momento simbólico em sua trajetória política. Desde que o estado passou a ter representação própria no Senado Federal, a presença feminina nunca se consolidou entre as três cadeiras da bancada amapaense em Brasília. Nas eleições de 2026, quando duas vagas estarão em disputa na Casa Alta, o eleitorado local acompanha o surgimento de duas pré-candidaturas femininas com forte peso político.

Embora o cenário também conte com nomes experientes da política estadual e nacional, a disputa ganha contornos de renovação e forte apelo popular com os projetos eleitorais de Alliny Serrão, do União Brasil, e Rayssa Furlan, do Podemos. Cada uma reúne capital político próprio, trajetórias distintas e formas diferentes de articulação no estado.

 

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Alliny Serrão: consolidação institucional e força parlamentar

Perfil: Alliny Serrão

Origem política: Vereadora em Laranjal do Jari, no Vale do Jari

Histórico: Deputada estadual mais votada em 2018 e reeleita em 2022

Trunfo atual: Primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá

Base principal: Articulação municipalista, diálogo com prefeitos e lideranças políticas

Avaliação da pré-candidatura:

Alliny Serrão construiu sua trajetória política de forma gradual. Natural do Vale do Jari, iniciou a vida pública como vereadora em Laranjal do Jari e, a partir de votações expressivas, projetou-se para o cenário estadual. Em 2018, foi eleita deputada estadual com a maior votação daquele pleito e, em 2022, conquistou a reeleição, consolidando seu nome na política amapaense.

O principal marco de sua biografia política ocorreu em 2023, quando se tornou a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá. Posteriormente, foi reconduzida ao comando da Casa, movimento que reforçou sua capacidade de articulação interna e de construção de maioria no Legislativo estadual.

Alliny chega ao debate sobre o Senado amparada pela força institucional da presidência da ALAP, pelo trânsito entre lideranças municipais e por uma agenda associada ao municipalismo, à presença no interior e ao protagonismo feminino. Sua pré-candidatura representa o campo da articulação política, da negociação parlamentar e da estrutura institucional construída a partir do Legislativo.

 

Rayssa Furlan: carisma popular e capital eleitoral de Macapá

Perfil: Rayssa Furlan

Origem política: Médica, ex-secretária municipal e ex-primeira-dama de Macapá

Histórico: Segundo lugar na disputa ao Senado em 2022, com votação expressiva

Trunfo atual: Bom desempenho em levantamentos recentes de intenção de voto

Base principal: Forte presença política na capital e ligação com o grupo liderado pelo prefeito Dr. Furlan

 

Avaliação da pré-candidatura:

A médica Rayssa Furlan entra na corrida eleitoral carregando o recall da eleição de 2022 e a força política acumulada em Macapá. Na disputa passada, quando havia apenas uma vaga para o Senado, ela alcançou votação expressiva e ficou em segundo lugar, em uma eleição vencida por Davi Alcolumbre.

O principal motor de sua pré-candidatura está ligado à projeção política do grupo comandado pelo prefeito de Macapá, Dr. Furlan. Rayssa atuou como secretária municipal e primeira-dama, construindo uma imagem pública vinculada à área social, à saúde e ao contato direto com comunidades da capital.

Em pesquisas recentes de intenção de voto para o Senado, seu nome aparece entre os mais competitivos, o que indica manutenção de capital eleitoral após a disputa de 2022. Sua estratégia tende a apostar na comunicação direta com o eleitorado, no vínculo com as camadas populares de Macapá e na transferência de força política associada à aprovação da gestão municipal.

 

O que a disputa representa para o futuro do Amapá

A presença simultânea de Alliny Serrão e Rayssa Furlan no debate sucessório para o Senado desenha um dos cenários mais relevantes da política amapaense recente. Mais do que uma disputa entre duas lideranças femininas, o quadro revela um choque de estratégias, bases eleitorais e formas de construção de poder.

De um lado, Alliny representa a força da articulação parlamentar, do municipalismo e da presença no interior. De outro, Rayssa simboliza o peso eleitoral da capital, a comunicação popular e o capital político acumulado pelo grupo Furlan em Macapá.

Com duas vagas em disputa, o cenário abre espaço para diferentes composições e amplia o protagonismo das mulheres na eleição majoritária de 2026. A pergunta que passa a orientar a leitura política é se as duas conseguirão dividir esse espaço histórico ou se a força de uma acabará reduzindo o campo de crescimento da outra.

Em qualquer hipótese, a disputa já impõe um novo dado à política local: as mulheres amapaenses deixaram de ocupar papel secundário e passam a influenciar diretamente o ritmo, as alianças e as estratégias da corrida pelo Senado.

 

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