O 31º Festival do Abacaxi, realizado entre os dias 3 e 5 de outubro em Porto Grande, chamou atenção pelo seu porte e pela forma como conseguiu combinar atrações nacionais, programação local e estrutura robusta para receber um público expressivo. A festa reafirmou a vocação do município como palco de cultura e agricultura familiar no Amapá.
Atrações como Pablo, Felipe Amorim, Marcynho Sensação e a aparelhagem Super Pop deram o tom das noites, com apresentações que lotaram o balneário da cidade e geraram energia contagiante. Para o prefeito Elielson Moraes, a diversidade musical, somada ao poder de atração desses artistas, fez com que muitos visitantes de outras cidades decidissem marcar presença — reforçando o caráter regional do evento.
Antes mesmo das noites de shows, a Corrida do Abacaxi animou a agenda esportiva. Com percurso de 7 km, a prova teve caráter solidário: inscrições foram feitas por meio da doação de brinquedos. A competição percorreu vias do balneário e mobilizou tanto moradores quanto visitantes, trazendo um viés social e inclusivo ao festival.
A organização local se mostrou à altura do desafio. Espaços para vendas de artesanato e gastronomia estiveram bem distribuídos, integrando produtos feitos com abacaxi e derivados, e valorizando os produtores da região. A presença de mais de duzentos empreendedores vindos de Porto Grande e municípios vizinhos reforçou o compromisso com o fortalecimento da economia criativa local.
Autoridades participaram ativamente da festa. O governador do estado, Clécio Luiz, visitou o evento e enfatizou que investir em festivais tradicionais como esse é investir no desenvolvimento dos municípios. Em sua comitiva estavam parlamentares, secretários e prefeitos de cidades vizinhas, que acompanharam o movimento dos empreendedores, a movimentação de público e a infraestrutura montada.
O saldo do 31º Festival do Abacaxi tende ao positivo. A experiência reforçou a posição de Porto Grande no calendário de eventos do Amapá, gerou visibilidade regional, ampliou a comercialização de produtos locais e aproximou cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é que as lições aprendidas agora incrementem as próximas edições — preservando o espírito de festa e zelando pela sustentabilidade que o evento merece.
