MARCELO QUEIROGA - Novo ministro da Saúde pede que população use máscara e lave as mãos

Em pronunciamento para se apresentar, Marcelo Queiroga não respondeu perguntas e defendeu "ações simples" contra o contágio da covid para que se evite “paralisar a economia do país”
O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu hoje que é necessário reforçar medidas de higiene, como uso de máscaras e lavagem das mãos, para que se evite “paralisar a economia do país”. No primeiro pronunciamento público após ser confirmado pelo presidente Jair Bolsonaro no cargo, Queiroga também disse que não mudará o quadro da pandemia.

“Quero conclamar a população que use máscara, que lave as mãos, medidas simples e importantes”, afirmou. “Com estas medidas a gente pode evitar ter que parar a economia do país. É preciso unir os esforços de enfrentamento da pandemia com a preservação da atividade econômica, para garantir emprego, renda e recursos”.
As medidas sugeridas pelo novo ministro não são adotadas por Bolsonaro e pela maioria de seus auxiliares.
Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Queiroga disse que aceitou a “convocação” de Bolsonaro para o cargo e espera o apoio da população porque sozinho não irá fazer “mágica” para vencer a pandemia.
” Temos um SUS que atende 220 milhões de brasileiros e é um grande ativo, uma grande arma que temos para enfrentar a pandemia”, argumentou. “Temos que unir esforços com os secretários municipais e estaduais de Saúde. O Ministério está empenhado em trabalhar de forma harmônica para melhorar a assistência”.
Queiroga fez o pronunciamento em frente à sede do Ministério, após visitar as instalações junto a Pazuello e conhecer a atual equipe da pasta. Com elogios ao governo, citando a criação do programa de assistência à primeira infância e o tele-saúde, o novo ministro disse que a atual gestão qualificou a estrutura de saúde de forma geral, mas admitiu necessidade de melhoria na assistência a casos graves de covid.
“Vivemos uma nova onda da pandemia, com muitos óbitos, em que é preciso melhorar a assistência, sobretudo nas UTIs. Conversei com equipe do Ministério para reforçar medidas e trazer novas contribuições, sempre baseado no melhor da evidência científica”, frisou, sem entrar em assuntos polêmicos, como a recomendação de medicamentos sem comprovação científica ou adoção de lockdown.
Antes da manifestação de Queiroga, Pazuello apresentou o novo titular da pasta e garantiu que o trabalho desenvolvido até agora terá sequência e poderá ser aperfeiçoado diante da qualificação do novo ministro.
“Não é uma transição, é um só governo, continua o governo Bolsonaro”, pontuou, destacando que o país receberá 5,6 milhões de doses de vacinas nesta semana. “É muito importante saber que estamos com todo este planejamento feito e Marcelo dará continuidade; chega um médico, com toda a sua experiência, para ir além".
