Aguarde, carregando...

Sábado, 23 de Maio 2026
Notícias/TJAP

Justiça do Amapá utiliza intérprete de Libras para garantir autonomia de réu surdo em audiência

A intérprete Lorena Pastana, colaboradora da Comunicação do TJAP, teve papel fundamental na garantia dos direitos constitucionais do réu

Justiça do Amapá utiliza intérprete de Libras para garantir autonomia de réu surdo em audiência
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Na última segunda-feira (19), na Comarca de Mazagão, sob a condução do juiz titular Luiz Carlos Kopes, ocorreu audiência de custódia com o auxílio de uma intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para atender um réu surdo. A sessão ocorreu de forma híbrida — com o custodiado, sua irmã, o defensor e o juiz de forma presencial, e o promotor de forma remota — no Fórum da cidade e assegurou a plena compreensão, por parte do réu, de seus direitos e de sua comunicação com as autoridades judiciais.

A intérprete Lorena Pastana, colaboradora da Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá (Secom/TJAP), teve papel fundamental na garantia dos direitos constitucionais do réu — homem sem alfabetização formal, seja em Libras ou em Língua Portuguesa. A irmã do réu também participou da audiência para auxiliar na mediação por meio de sinais informais e domésticos.

Segundo o juiz, “a atuação técnica da intérprete de Libras, aliada à colaboração da irmã do custodiado, garantiu que a comunicação comigo, com o promotor de Justiça e com o defensor público fosse possível”.

Publicidade

Leia Também:

“A acessibilidade em uma audiência de custódia, com a presença de um intérprete de Libras, constitui requisito técnico essencial para a segurança jurídica do ato, pois garante a autonomia da vontade do custodiado, a qualidade das informações colhidas e a imparcialidade do processo”, registrou o magistrado. “Isso assegura que a decisão, seja qual for o resultado, tenha fundamento na compreensão plena e direta de todos os envolvidos, o que nos permite entregar uma Justiça válida e precisa”, concluiu o juiz Kopes.

De acordo com o defensor público Guilherme Amaral, a presença de um intérprete oficial é indispensável em casos que envolvem pessoas com deficiência sem educação especializada. “Comunicadores não capacitados tendem a falar pelo custodiado, o que compromete a autonomia. A custódia exige informações que apenas a própria pessoa vivenciou e sobre as quais somente ela pode se expressar”, explicou o defensor.

Ele afirmou que a atuação da intérprete possibilitou que o réu tomasse decisões sobre a própria liberdade em tempo real. “A intérprete conseguiu, de forma técnica, superar as limitações do cidadão para a comunicação e fez com que o diálogo com as autoridades ocorresse de maneira fluida e o mais imparcial possível. Graças a ela, quem se comunicou foi o custodiado com deficiência, e não alguém em seu lugar”, completou o defensor público Guilherme Amaral.

 

Genesis Comunicação

Publicado por:

Genesis Comunicação

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Jornal Dos Municípios Ap Online
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR