A Escola Judicial do Amapá (Ejap), órgão do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), estruturou, ao longo de 2025, uma programação abrangente e estratégica de capacitação, direcionada a magistradas e magistrados, servidoras e servidores, cada vez mais moderna e humanizada. Com cursos, treinamentos, oficinas, seminários e webinários nas modalidades presencial, remota e a distância, as ações tiveram como objetivo central promover o aperfeiçoamento técnico, o fortalecimento institucional e a modernização da prestação jurisdicional, em alinhamento às Metas Nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a agendas como a da sustentabilidade.
O desembargador Rommel Araújo, diretor-geral da Ejap, defendeu o papel estratégico da Escola e do seu perfil de trabalho. “Investir na formação técnica e humana dos nossos magistrados e servidores é o caminho para construirmos uma Justiça mais ágil, moderna e, acima de tudo, próxima dos anseios da sociedade”, afirmou. Ele complementou que a Escola trabalha para se consolidar como um centro de excelência que fomenta uma cultura institucional pautada pela inovação, ética e respeito aos direitos humanos.
“Em 2025, vivemos um ano que exigiu mais planejamento, resiliência e criatividade, além do reconhecido esforço coletivo da nossa equipe”, registrou o magistrado. “Temos estimulado cada vez mais a participação dos servidores a partir da aprovação da nossa resolução, que reconhece e premia o servidor com folgas, com base no número de capacitações das quais ele participa”, acrescentou o desembargador Rommel Araújo.
Segundo Camila Vieira, secretária da Ejap, “ofertamos, ao longo de 2025, 110 capacitações que somaram mais de 2.000 horas de atividades formativas, isso com apenas duas salas de formação e os recursos de Ensino a Distância (EaD)”.
“Isso revela não apenas a nossa produtividade, mas também a nossa capacidade de entrega”, garantiu.
“Das 110 capacitações, 22 iniciativas tiveram impacto direto na obtenção e na manutenção do selo de qualidade do CNJ. Individualmente, por CPF, alcançamos aproximadamente 858 servidores e 74 magistrados”, complementou Camila Vieira.
Formação
No eixo de formação jurídica, a Ejap ofertou cursos voltados à atualização normativa e procedimental, com destaque para temas como Direito Penal, Direito Processual, Direito da Saúde, Direitos dos Povos Indígenas e Depoimento Especial. Parte dessas capacitações contou com credenciamento pela Enfam e é válida para fins de vitaliciamento e promoção de magistrados, o que atesta sua qualidade técnica e relevância institucional.
Paralelamente, a Ejap priorizou a transformação digital do Judiciário. Foram promovidos diversos treinamentos com foco em tecnologia, como cursos sobre o Processo Judicial Eletrônico (PJe), Business Intelligence (BI), DataCor e Inteligência Artificial aplicada ao serviço público. Essas iniciativas visaram aprimorar a gestão processual, a análise de dados e a eficiência dos fluxos de trabalho, em direção a uma Justiça 4.0.
No campo da gestão pública e do desenvolvimento organizacional, a programação incluiu formações em Gestão de Projetos, Auditoria Governamental e programas especiais como a Academia de Líderes e o Liderança 4.0. Esses cursos buscaram fortalecer competências gerenciais, estratégicas e comportamentais essenciais para a boa governança no âmbito do Poder Judiciário.
