Santana viveu mais um dia de mobilização pública contra a violência de gênero. Em mensagem divulgada nas redes sociais, o prefeito Bala Rocha destacou a realização da Grande Carreata Contra o Feminicídio, que percorreu ruas da cidade como parte de um plano emergencial voltado à conscientização, ao respeito e à proteção da vida das mulheres. A iniciativa reuniu poder público, apoiadores e moradores em torno de uma pauta que ganhou ainda mais urgência diante da preocupação com casos recentes de feminicídio e agressões no município.
Ao agradecer a participação da sociedade, o prefeito reforçou a ideia de que o enfrentamento à violência contra as mulheres precisa ser tratado como compromisso coletivo. A manifestação também se soma a uma série de ações que Santana vem desenvolvendo nos últimos anos para fortalecer sua rede de proteção, entre elas articulações permanentes da Rede de Atendimento à Mulher de Santana, campanhas educativas e atos públicos de conscientização.
Em fevereiro deste ano, a prefeitura voltou a reunir instituições das áreas de saúde, educação, segurança e justiça para discutir estratégias de atendimento humanizado às vítimas e ampliar o suporte a mulheres em situação de vulnerabilidade. Já nesta segunda-feira, 31 de março, o município oficializou a criação da Semana Municipal de Combate ao Feminicídio, a ser celebrada anualmente entre 31 de julho e 6 de agosto, ampliando o calendário de ações preventivas e educativas.
O debate ganhou força após episódios recentes que causaram comoção social em Santana e impulsionaram novas discussões no Legislativo e entre órgãos de proteção. A resposta do município tem buscado combinar mobilização popular, articulação institucional e informação. Nesse contexto, a carreata funciona não apenas como ato simbólico, mas como recado público de que o silêncio não pode prevalecer diante da violência.
O cenário reforça a importância dessas ações. Pesquisa estadual do DataSenado mostrou que 35% das mulheres do Amapá afirmaram já ter sofrido violência doméstica ou familiar provocada por um homem, e 21% disseram ter vivido esse tipo de situação nos 12 meses anteriores ao levantamento. Em escala nacional, o país registrou 1.450 feminicídios em 2024, segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher. Diante desses números, a mensagem que sai das ruas de Santana é clara: proteger as mulheres é defender toda a sociedade.

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