No último domingo (16), o Ministério da Saúde realizou mais uma etapa da Operação Gota em comunidades ribeirinhas de Santana, no Amapá, com apoio da Prefeitura Municipal. A iniciativa, voltada a populações que vivem em áreas de acesso limitado, levou medicamentos, vacinação e atendimentos básicos às famílias que dependem de transporte fluvial ou aéreo para chegar a um posto de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde de Santana disponibilizou profissionais, insumos e medicamentos, integrando-se às equipes federais. A ação contou ainda com apoio da Força Aérea Brasileira, responsável pelo transporte de equipes e cargas sensíveis, e da Superintendência de Vigilância em Saúde, que monitorou as necessidades locais e ajudou a organizar a logística de atendimento.
Criada em 1993, a Operação Gota é coordenada e financiada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Defesa e a Força Aérea. O programa leva vacinas do Calendário Nacional e outros insumos a populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas e rurais em áreas remotas da Amazônia Legal, onde o acesso por estrada é inexistente ou precário.
Na edição de 2025, o governo federal prevê investimento de cerca de R$ 20 milhões para garantir o transporte de equipes e imunobiológicos, com missões que devem atender dezenas de municípios e aproximadamente 15 mil pessoas ao longo do ano. Nessas regiões, a Operação Gota muitas vezes é a única oportunidade de manter o esquema vacinal em dia e evitar surtos de doenças imunopreveníveis.
Em Santana, a presença das equipes foi recebida com gratidão pelas famílias ribeirinhas, que enfrentam longas distâncias até a unidade de saúde mais próxima. Para a gestão municipal, a parceria reforça a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e mostra como a integração entre governo federal, estado, município e Forças Armadas pode reduzir desigualdades e garantir o direito à saúde em todo o território brasileiro.

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