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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Inverno atinge a segurança (alagamentos) e a Saúde (viroses) do amapaense

Em novembro de 2022, as chuvas começaram a dar sinais de que o verão amazônico seria breve, e que o INVERNO AMAZÔNICO estaria dando sinais de aproximação.

Inverno atinge a segurança (alagamentos) e a Saúde (viroses) do amapaense
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Inverno atinge a segurança (alagamentos) e a Saúde (viroses) do amapaense.

Em novembro de 2022, as chuvas começaram a dar sinais de que o verão amazônico seria breve, e que o INVERNO AMAZÔNICO estaria dando sinais de aproximação.

Em novembro de 2022, as chuvas começaram a dar sinais de que o verão amazônico seria breve, e que o INVERNO AMAZÔNICO estaria dando sinais de aproximação. Esses dados foram confirmados pelo Núcleo de Hidrometeorologia do Iepa. As chuvas que vêm caindo no Estado nos últimos dias dão sinais claros de que o “inverno amazônico” tem início um mês antes, o que deveria ter ocorrido em fins de novembro.

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A previsão foi de que o acumulado de chuva para novembro deveria variar entre 50 e 100 milímetros, principalmente nas regiões norte e oeste, e de 70 a 80 mm na porção sul do estado, que abriga as bacias do Rio Jari, Amapari e Oiapoque. E foi isso que aconteceu.

A partir daí, o inverno amazônico incrementa suas chuvas até o mês de janeiro ou fevereiro, após isso inicia-se o declínio do acumulado mensal das chuvas.

E infelizmente esse estágio natural atinge os ribeirinhos das comunidades rurais dos municípios amazônicos, trazendo prejuízo para as lavouras e patrimônio, com a elevação do nível dos rios que passam a alagar toda a ribeira de seu leito.

Inverno e a Saúde do Amazônida

O "inverno amazônico", período que aumenta as chuvas na região, chegou e o clima fica propício a doenças respiratórias, viroses e patologias transmitidas por mosquitos - as chamadas arboviroses.

 

A infectologista do Hospital Ophir Loyola, Ilce Menezes, destaca que além das viroses em geral, a leptospirose e a hepatite precisam de atenção especial.

 

“Essas doenças se propagam mais em períodos chuvosos, por conta de alagamentos, quando as pessoas podem entrar em contato com água de esgoto, além do acúmulo de água em locais inadequados, a exemplo de vasos e pneus, que possibilitam a proliferação de mosquitos transmissores de viroses causadas por esses vetores: principalmente dengue, zika e chikungunya”, explica.

Aumento de casos

Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil registrou 1.378.505 casos de dengue de 1º de janeiro a 12 de novembro deste ano, o que representa um aumento de 180,5% no comparativo com o mesmo intervalo de 2021.

Dados apresentados pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), nesta sexta, 16, demonstram uma significativa redução dos casos de doenças transmitidas pelo mosquito aedes no Amapá.

Segundo o relatório, os casos de dengue reduziram 17%, zika 60% e chikungunya 72%. Os números são referentes ao período de janeiro a novembro dos anos de 2021 e 2022.

O país apresentou um aumento acentuado de dengue, de aproximadamente 170%, tendo registro recorde de óbitos com 978 casos confirmados e 98 em investigação.

Embora os dados sejam positivos, a equipe do Núcleo de Vigilância ambiental da SVS age com cautela e emitiu uma nota técnica aos municípios para que haja reforço na vigilância a fim de evitar subnotificação no Estado.

“Tendo em vista o cenário do Brasil inteiro, levantamos a hipótese de ocorrer subnotificação de casos, por isso o Estado publicou uma nota técnica a respeito da importância da notificação de casos suspeitos de arboviroses e intensificação das atividades de campo, para envio de dados, tanto de visitas domiciliares, quanto de levantamento de índices que são as principais ferramentas de controle dessas doenças” afirmou a gerente do Núcleo de Vigilância Ambiental, Rackel Barroso.

Após a alerta nacional de fortes chuvas, Macapá e Santana já definiram definiu um Plano Emergencial Preventivo de combate a alagamentos em áreas de riscos. Entre as ações das Prefeituras está a limpeza e a desobstrução de canais da cidades  e o monitoramento da Defesa Civil.

Um dos pontos que já recebe serviços de limpeza é a região central de Macapá, que costuma apresentar grandes enchentes durante o "inverno amazônico".

 

Como se proteger

Há outras doenças relacionadas à contaminação da água, como diarreia bacteriana, febre tifoide, micose e tétano. Para manter a proteção é importante:

  • Beber água potável. Para garantir que a água é segura, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de água sanitária para cada litro de água;

 

  • Evitar contato direto com a água de enchentes. Caso isso não seja possível, é importante permanecer o menor tempo na água ou na lama;

 

  • Jogar fora todo alimento ou medicamento que entrou em contato com a água da enchente;

 

  • Limpar os ambientes atingidos pelo alagamento, mantendo os membros superiores e inferiores protegidos com sacolas, ou botas e luvas;

 

  • Manter a vacinação em dia. Doenças como diarreia por rotavírus, influenza, meningite, rubéola e tétano podem ser evitadas pela vacinação;

 

  • Higienizar utensílios domésticos com desinfetante, água sanitária e água (os de madeira, como tábuas, devem ser descartados);

 

  • Pisos, paredes e móveis podem ser limpos com solução de água e sabão, e depois, com água e água sanitária.

 

Roberto Malcher

Publicado por:

Roberto Malcher

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