‘BARBAS DE MOLHO’
ANDERSON BICHARA INDICADO NOVO SUPERINTENDENTE DA PF NO AMAPÁ

O novo superintendente indicado para o Amapá, já atuou no combate a facções criminosas, corrupção ativas e passivas previdenciárias, além de comandar a Segurança Pública de Grandes Eventos do Ministério da Justiça, como os Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e visita do Papa Francisco, além de especialista em inteligência.

"A corrupção mata. Achar que o traficante da esquina é mais perigoso que o político corrupto é uma falácia. Político mata muito mais que bandido”.
Desde a segunda quinzena de maio a Polícia Federal informou os nomes de novos chefes de Superintendências Regionais em nove estados e no Distrito Federal.
De acordo com a chefia central da Polícia Federal as alterações acontecerão nas chefias das Superintendências Regionais no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Amapá e Alagoas.
Ao tempo em que agradecia aos Delegados de Polícia Federal que deixam os cargos pelos relevantes serviços prestados à instituição; informa que os novos indicados são os Delegados Hugo de Barros Correia (DF), Marcelo Sálvio Rezende Vieira (MG), Caio Rodrigo Pellim (CE), Chang Fan (MS), Daniel Grangeiro de Souza (PE), Luiz Carlos Nóbrega Nelson (RN), Aldronei Antonio Pacheco Rodrigues (RS), Júner Caldeira Barbosa (SE), Anderson de Andrade Bichara (AP) e Sandro Luiz do Valle Pereira (AL).

O nome escolhido para ocupar o posto no Estado do Amapá é do delegado Anderson de Andrade Bichara. Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro, código DAS 101.1. A data da posse do novo superintendente não foi informada.
Essa nova equipe de delegados federais mantem uma linha de atuação no combate aos crimes variados e que devem combater todos, mas o combate à corrupção é o número um deles. "A corrupção mata. Achar que o traficante da esquina é mais perigoso que o político corrupto é uma falácia. Político mata muito mais que bandido".
O Estado do Amapá, infelizmente é sala de visita das ações da Policia Federal, e na pandemia tem sido intensificada, com denúncias de desvios de recursos federais destinados ao combate a pandemia e que deveriam ser investidos em insumos. E no rol de investigados estão os gestores da saúde, prefeito, ex-prefeito e governador.
Assim como denúncias em outros poderes institucionais, caso da Assembleia Legislativa do Amapá. Tribunal de Contas do Estado.
AÇÕES EXITOSAS

O novo superintendente regional no Estado do Amapá, Delegado de carreira, Anderson de Andrade Bichara, desde 2003 na Policia Federal e vem atuando na regional do estado do Rio de Janeiro, onde atuou em relevantes serviços de repercussão internacional no estado carioca.
Anderson de Andrade Bichara foi o Coordenador-geral de Planejamento Operacional da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos - Ministério da Justiça. E no cargo atuou na Copa do Mundo de 2016, nos Jogos Olímpicos e na visita do Papa Francisco ao Brasil.

Encarregada de investigar o crime organizado e as milícias, a Delearm é uma delegacia da superintendência da PF/RJ e o titular da Delearm, é o delegado Anderson de Andrade Bichara. Em 2010 o delegado Bichara comandou uma operação da PF no Rio de Janeiro e desmantelou uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, as investigações comprovaram que havia ligação entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, e CV (Comando Vermelho), do Rio.

A cúpula do grupo agia de dentro dos presídios, usando celulares e visitantes para articular a negociação de armas e drogas vindas de Capitán Bado, no Paraguai, e Coronel Sapucaia (MS), para Rio e São Paulo.
"Isso comprova a ligação entre PCC e CV", disse o chefe da Delearm (Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas) da PF, Anderson de Andrade Bichara.
Em 2006, o delegado foi coordenador da Força-Tarefa Previdenciária no Rio, delegado Anderson de Andrade Bichara, pessoas que participaram do esquema pagavam de R$6 mil a R$15 mil por um benefício irregular, no valor de R$2.800, teto fixado pela Previdência Social. As investigações denominada de ‘Operação Anos Dourados” mostraram que algumas pessoas beneficiadas nunca trabalharam ou exerciam funções que pagavam salários mais baixos.
Foram presos 60 fraudadores entre eles vereadores e atuavam em GO, PR, RS e RJ e é acusada de desvios de R$200 milhões De acordo com Bichara, os envolvidos responder por crimes de peculato, inserção de dados falsos e formação de quadrilha. As penas variam de um a 12 anos de prisão.
O delegado Anderson de Andrade Bichara, participou da Delegacia de Combate aos Crimes de Meio de Ambiente e Patrimônio Histórico (DELEMAPH/RJ) onde combateu a exploração ilegal de minérios e areias.
PERFIL
Anderson de Andrade Bichara
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo(2002). Atualmente é Delegado do Departamento de Polícia Federal. Tem experiência na área de Direito. Formação Acadêmica
Bacharelado:
Direito – Universidade Federal do Espírito Santo – UFES
Pós-Graduação:
MPA – Gestão de Órgãos de Segurança Pública: IUPPERJ/UERJ
Especialização em Direito e Processo do Trabalho: UGF
Extensão:
Critical Thinking in Global Challenges: The University of Edinburgh
Introduction to Key Constitutional Concepts and Supreme Court Cases University of Pennsylvania
English Composition (Achieving Expertise) Duke University
Experiência profissional e aprovações
Técnico do Tesouro Nacional (nome atual: Analista Tributário da Receita Federal do Brasil): aprovado no concurso de 1998, exerceu as funções até 2002;
Auditor-Fiscal da Previdência Social (nome atual: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil): aprovado no concurso de 2002, exerceu as funções até 2003;
Delegado de Polícia Federal: aprovado no concurso de 2001, exerce as funções de 2003 até os dias atuais. No mesmo concurso, foi aprovado para os cargos de Escrivão e Agente.
Professor e Palestrante da Academia Nacional de Polícia
Meu nome é Anderson de Andrade Bichara. Desde 2003, exerço o cargo de Delegado de Polícia Federal. Porém, minha trajetória em busca da ocupação de um cargo no serviço público começou muito antes. Vou tentar resumi-la para vocês de forma a incentivá-los a tornar seus sonhos realidade.
Bom, em 1997, iniciei meus estudos para a área fiscal. O então cargo de Técnico do Tesouro Nacional-TTN (hoje Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil) exigia ensino médio como escolaridade. Como eu ainda estava na metade da faculdade de direito, decidi me esforçar para ser aprovado. Infelizmente, não consegui nessa primeira tentativa, o que foi bastante frustrante, já que fiz mais pontos do que alguns aprovados, mas fui eliminado em uma disciplina específica. Contudo, mantive meu foco e não desisti. Assim, em 1998, novamente prestei concurso e BINGO, alcancei a tão sonhada aprovação para TTN. Vocês não podem imaginar minha felicidade: boa remuneração, estabilidade, bom ambiente de trabalho, ótimas condições laborais! Fora o fato de poder pedir minha namorada em casamento! De fato, eram vários sonhos que viravam realidade.
Entretanto, percebi que poderia ir mais longe. Para tanto, continuei estudando, sempre com foco nos tópicos que realmente eram cobrados nos meus concursos de interesse e na forma como o eram. Dessa forma, ao estudar disciplinas como matemática financeira, contabilidade, legislação, português, raciocínio lógico, direito etc., vi-me cada vez mais empolgado em progredir, ainda que não houvesse terminado a faculdade.
E então, ao me titular bacharel em Direito (Universidade Federal do Espírito Santo), no ano de 2002, prestei concurso para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (à época Auditor-Fiscal da Previdência Social), alcançando nova aprovação para a área fiscal. Exerci o cargo durante o ano de 2003.
Todavia, quase paralelamente, prestei concurso para Delegado de Polícia Federal, e como recompensa pelos anos de estudo disciplinado também fui aprovado nesse certame, o que me permitiu escolher entre dois excelentes cargos públicos. Terminei por optar pelo cargo de Delegado, o qual exerço até hoje.
