Waldez Góes recebe conselheiro da Embaixada da Venezuela e conversam sobre os pescadores presos na costa amapaense

O governador Waldez Góes recebeu no Palácio do Setentrião no fim desta terça-feira (13) o ministro Conselheiro da Embaixada da Venezuela, Tomás Silva. De acordo com o governador amapaense, entre as pautas discutidas entre os dois, a relevante foi a dos 15 pescadores que foram retidos por nossas autoridades na costa do Amapá.
“É uma questão de cunho humanitário, e por isso vamos interceder junto à nossa chancelaria para que eles possam retornar a seu país de origem. Tenho certeza que esse caso logo será resolvido e que as relações entre os nossos povos e nossos países sairão mais fortalecidas após uma solução para esta questão.”

Os quinze venezuelanos tratados entre as autoridades brasileira/amapaense e venezuelana foram presos em março, a bordo de um barco pesqueiro que realizava pesca ilegal na região litorânea do Amapá. A embarcação foi trazida para o porto da Capitania dos Portos, em Santana, onde atracou na manhã de sábado (20).
Segundo a Marinha, que realizou a abordagem da emborcação em águas da costa amapaense, o crime internacional em águas brasileiras foi confirmado com a apreensão de três toneladas de pescado pargo, espécie cujo grupo não tinha autorização para praticar a pesca.
O próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a embarcação não tinha autorização para realizar a atividade pesqueira naquela região.

A abordagem foi feita pelo Navio-Patrulha Bocaina, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte. O barco pesqueiro Dom Jacinto foi detectado na quinta-feira (18) pelo sistema de radar do Centro Integrado de Segurança Marítima, baseado no Rio de Janeiro (RJ), que emitiu o alerta à Capitania dos Portos. A embarcação foi localizada a cerca de 600 quilômetros da costa.
Ainda houve uma tentativa de fuga, mas a embarcação foi interceptada. Os venezuelanos foram submetidos ao teste da Covid-19, mas nenhum atestou positivo. Eles seriam encaminhados para a sede da Polícia Federal (PF) que vai avaliar a situação e decidir se mantém as prisões ou inicia o processo de deportação.
Imagens: Divulgação/Marinha do Brasil
