Recebeu uma mensagem em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da Justiça Eleitoral informando uma pendência no título, cobrando um valor ou pedindo que você acesse um link? Não clique, não faça pagamentos e não forneça dados antes de confirmar a informação pelos canais oficiais.
O mais seguro é acessar, por conta própria, o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral ou o aplicativo e-Título. Mesmo que a mensagem tenha o logotipo da Justiça Eleitoral, saiba seu nome ou CPF e pareça urgente, esses elementos não são suficientes para comprovar que a comunicação é verdadeira.
Em 2026, o TSE já identificou mensagens falsas que informavam supostas “pendências eleitorais” e direcionavam as vítimas a páginas que imitavam o Portal da Justiça Eleitoral. O objetivo era induzir o eleitor a fornecer informações ou fazer pagamentos indevidos.
Recebi uma cobrança. É golpe?
Depende. Os serviços de regularização eleitoral são gratuitos, mas isso não significa que nunca existam débitos com a Justiça Eleitoral.
Multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, por exemplo, podem ser pagas por Pix, boleto ou cartão de crédito. O ponto principal é outro: a consulta deve partir do próprio eleitor, dentro dos canais oficiais.
Se receber uma cobrança por mensagem, não use o link encaminhado para verificar se ela é verdadeira. Entre diretamente no Autoatendimento Eleitoral ou no e-Título e consulte se existe algum débito.
No pagamento por Pix, há ainda uma forma de conferir a origem da cobrança: o recebedor deve ser o Tesouro Nacional (Secretaria do Tesouro Nacional). Nunca devem aparecer dados bancários de uma pessoa física.
A mensagem sabe meu nome e CPF. Então, é verdadeira?
Não necessariamente.
Uma mensagem apresentar dados corretos não comprova que ela veio do TSE ou de um tribunal regional eleitoral (TRE). Por isso, nome, CPF, número do título, foto de perfil ou logomarca não devem ser usados isoladamente para decidir se uma comunicação é legítima.
Em um dos golpes identificados neste ano, um perfil falso no WhatsApp usava a logomarca do TSE, apresentava-se como “Departamento de Atendimento ao Cliente” e afirmava que eleitores em situação irregular poderiam perder acesso a serviços bancários ou do governo.
O perfil direcionava as pessoas para um aplicativo chamado “Soluciona Pendência”. O setor mencionado na mensagem não existe no TSE nem nos TREs.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se