Uma roda de conversa marcada por escuta, informação e fortalecimento encerrou as atividades do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. O encontro reuniu participantes para dialogar sobre violência doméstica, autocuidado, empoderamento feminino, direitos e os caminhos disponíveis para buscar ajuda e realizar denúncias.
Durante a atividade, foram discutidas as diferentes situações que podem caracterizar violência contra a mulher, destacando que as agressões não se limitam à violência física. A Lei Maria da Penha também reconhece formas de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral, ampliando os instrumentos para proteção das vítimas.
Outro ponto abordado foi a apresentação dos serviços que integram a rede de proteção e acolhimento. A orientação é considerada fundamental para que mulheres em situação de violência saibam identificar os sinais, conheçam seus direitos e tenham acesso aos órgãos responsáveis pelo atendimento, proteção e encaminhamento de cada caso.
Instituído nacionalmente pela Lei nº 14.448, de 2022, o Agosto Lilás busca incentivar ações de conscientização e esclarecimento sobre as diferentes formas de violência contra a mulher, além de divulgar medidas de proteção, serviços de atendimento e canais de denúncia.
Em 2026, a campanha teve significado especial por marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Ao longo de duas décadas, a legislação passou por atualizações e se consolidou como o principal marco brasileiro de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.
A roda de conversa também reforçou que combater a violência exige uma atuação permanente, envolvendo poder público, profissionais da rede de atendimento, familiares e toda a sociedade. Espaços de diálogo ajudam a romper o silêncio e podem contribuir para que mulheres reconheçam situações de abuso e procurem apoio.
Além dos serviços locais de proteção, denúncias e orientações podem ser feitas gratuitamente pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180, disponível 24 horas. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
O encerramento deixou como mensagem que conhecer os próprios direitos também é uma forma de proteção e que nenhuma mulher deve enfrentar uma situação de violência sozinha.
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