Em encontro realizado hoje com a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA), liderado pela Diretora Técnica Magaly Xavier, foram discutidas questões estratégicas sobre o fornecimento de água para diversos distritos rurais do município, entre eles Lourenço, Carnot, Goiabal e Mutum. A pauta incluiu avaliação da infraestrutura existente, frequências de interrupções no abastecimento e próximos passos para assegurar que comunidades distantes recebam serviço de água tratada e contínua.
A CAESA é responsável por atuar, sobretudo, nas zonas rurais e distritos em todos os 16 municípios do Amapá, fornecendo água e soluções de saneamento básico às localidades que não são atendidas pela concessionária urbana. Em 2024, a companhia divulgou balanço mostrando que enfrentou desafios como seca prolongada e salinização de rios, mas também realizou avanços notáveis: entrega de água potável a comunidades rurais, instalação de cloradores em escolas, ações socioeducativas, além de estratégias emergenciais para manter o fornecimento nos períodos mais críticos.
Durante a reunião, foram levantadas situações vividas pelos moradores dos distritos — muitos relatam intermitência ou redução significativa no abastecimento durante a estiagem, além de infraestrutura deficiente que compromete a captação, tratamento ou distribuição da água. Também se discutiu sobre alternativas de melhoria: ampliação ou reforma de redes, novas fontes de água, instalação de poços ou sistemas complementares, e modos de monitoramento que permitam respostas rápidas em caso de falhas.
Outro tema importante foi o financiamento dessas ações. A dependência de repasses estaduais, orçamentos municipais e parcerias institucionais foi destacada como elemento decisivo para viabilizar obras de grande porte ou intervenções urgentes. A proposta é que CAESA e prefeitura trabalhem juntas para priorizar os distritos que enfrentam maior escassez, considerando critérios como número de habitantes, impactos sanitários e importância local.
Para os moradores dessas regiões, o encontro representa um passo importante. Garantir fornecimento de água não é apenas questão de conforto, mas diretamente ligado à saúde pública, educação, bem-estar diário e possibilidade de desenvolvimento local. A reunião ainda apontou que um dos desafios maiores é logística para atendimento em localidades remotas, que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso, custos elevados de transporte de insumos ou manutenções, além de ausência de dados precisos de consumo e de perdas na rede.
Com os encaminhamentos acertados, CAESA deverá elaborar mapas de prioridade, definir cronogramas para intervenções nos distritos mencionados e acompanhar de perto, junto com a prefeitura, os resultados das ações emergenciais. O compromisso firmado entre os gestores é que essas localidades terão atenção privilegiada para que, em breve, o fornecimento de água seja mais regular, seguro e eficiente, diminuindo as oscilações que afetam diversas famílias.
