O prefeito de Itaubal, Jaisom Picanço, esteve em Brasília para acompanhar a promulgação da PEC 66/2023, conduzida pelo senador Davi Alcolumbre. Na capital federal, ao lado do deputado federal Josenildo Abrantes e de colegas prefeitos, o gestor agradeceu ao parlamentar pelo compromisso com estados e municípios. A presença das lideranças reforça o cenário político de diálogo e mobilização em torno de mudanças-chave na gestão fiscal municipal.
A PEC 66/2023 emerge como um marco na administração pública ao estabelecer limites para o pagamento de precatórios por parte de estados, Distrito Federal e municípios. O texto impõe percentuais máximos da Receita Corrente Líquida — que variam de acordo com o volume de estoque em atraso — como forma de organizar o fluxo financeiro e oferecer previsibilidade aos cofres públicos. Também permite o parcelamento especial de débitos previdenciários junto aos regimes próprios dessas entidades em até 300 meses, condicionando-se à adoção das regras da reforma federal de 2019.
A tramitação da PEC ganhou apoio expressivo de prefeitos e prefeitas em todas as etapas. A Frente Nacional de Prefeitos esteve articulada em audiências e debates, legitimando a proposta como uma forma de sustentar financeiramente os entes locais. A aprovação no Senado aconteceu em 16 de julho, com placar de 62 votos favoráveis e apenas 4 contrários. No plenário da Câmara, a proposta também foi referendada, abrindo caminho para a promulgação formal.
O ato em Brasília simboliza não apenas uma vitória legislativa, mas a abertura de uma nova fase para a gestão pública local. Para municípios como Itaubal, a PEC representa uma oportunidade de reorganizar os orçamentos, planejar investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, e reduzir a pressão das dívidas judiciais e previdenciárias.
Apesar dos ganhos previstos, especialistas apontam preocupações: o alongamento do parcelamento — em prazos longos como 300 meses — pode transferir encargos para administrações futuras e gerar riscos fiscais. Há também alerta para os impactos sobre servidores, uma vez que as normas federais de previdência passam a valer automaticamente sem possibilidade de negociação local.
Mesmo diante de tais alertas, para Jaisom Picanço e demais gestores presentes, o momento representa um avanço na busca por maior equilíbrio fiscal e autonomia dos municípios. A articulação política demonstrada no evento reflete o empenho coletivo em encontrar soluções para os desafios financeiros enfrentados pelas administrações locais.
Com a promulgação da PEC 66, inicia-se a fase de regulamentação e aplicação da nova norma. Prefeituras terão agora o desafio de implementar as diretrizes, criar mecanismos de controle e garantir que os benefícios da emenda cheguem à população, sem comprometer o equilíbrio das finanças públicas no longo prazo.
