A Secretaria Municipal de Educação de Mazagão realizou uma reunião com os catraieiros responsáveis pelo transporte fluvial de estudantes da rede municipal, em um movimento que reforça a importância dessa modalidade para o acesso à escola em áreas ribeirinhas do município. O encontro ocorreu no auditório da Semed e marcou também a apresentação do novo diretor de transporte, Jander Costa, que passa a integrar a equipe com a missão de fortalecer a organização do serviço. Participaram da agenda o secretário municipal de Educação, Manoel Gonzaga, e o Dr. Marcelo Leite, em uma sinalização de que a gestão quer manter diálogo mais próximo com os profissionais que atuam diretamente na locomoção dos alunos.
Em Mazagão, discutir transporte escolar fluvial não é um detalhe administrativo, mas uma necessidade concreta. Com população estimada em 23.773 habitantes em 2025 e forte presença de comunidades cortadas por rios e áreas de difícil acesso terrestre, o município depende de soluções aquaviárias para garantir a continuidade dos estudos de muitas crianças e adolescentes. Por isso, a reunião com os catraieiros ganha peso estratégico: além de reconhecer o papel desses trabalhadores, a prefeitura busca alinhar rotinas, fortalecer a gestão do transporte e ampliar a segurança e a regularidade do atendimento aos estudantes.
O tema também dialoga com a política nacional de financiamento do setor. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação informa que o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar, o Pnate, dá suporte técnico e financeiro a estados e municípios para custear o deslocamento de alunos da educação básica pública, inclusive em contextos ribeirinhos. Em janeiro deste ano, o FNDE voltou a destacar que, onde não há acesso por estradas, o transporte escolar aquaviário é a principal alternativa para garantir o direito à educação básica.
A iniciativa da Semed de Mazagão, portanto, vai além da apresentação de um novo diretor. Ela indica tentativa de consolidar uma gestão mais organizada para um serviço essencial à permanência escolar, especialmente em uma realidade amazônica onde barcos e catraias não são apoio eventual, mas parte central da política educacional. Ao reunir profissionais, direção e comando da pasta, a prefeitura busca transformar escuta e articulação em melhoria prática para os alunos da rede municipal.

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