Mazagão recebeu mais uma etapa do projeto Gestão Cultural na Estrada, iniciativa do Governo do Amapá voltada ao diálogo com artistas, produtores, mestres da cultura, coletivos e trabalhadores do setor cultural nos municípios. A programação foi marcada pela escuta, troca de experiências e construção conjunta de propostas para fortalecer as políticas públicas de cultura no estado.
O encontro contou com a parceria da Prefeitura de Mazagão, do prefeito Chico Nó e do secretário municipal de Cultura, Rodrigo Videira. Durante a atividade, os participantes puderam apresentar demandas, compartilhar vivências e discutir caminhos para ampliar o acesso a programas, editais e mecanismos de financiamento cultural.
A Gestão Cultural na Estrada percorre os municípios amapaenses com o objetivo de aproximar a Secretaria de Estado da Cultura dos fazedores de cultura, além de orientar sobre instrumentos como o Sistema Municipal de Cultura, o Plano de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura, a Política Nacional Aldir Blanc e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Em Mazagão, a agenda ganha significado especial pela força histórica e cultural do município. A cidade é reconhecida como berço de algumas das principais tradições do Amapá, com destaque para a Festa de São Tiago, realizada em Mazagão Velho há mais de dois séculos. A celebração reúne fé, teatro popular, cavalhadas, danças tradicionais e a encenação da batalha entre mouros e cristãos, mantendo viva uma herança cultural de origem luso-afro-amazônica.
Além da Festa de São Tiago, o município preserva manifestações populares, festividades religiosas, expressões comunitárias e um calendário cultural que reforça a identidade e a memória do povo mazaganense. Para os participantes, a presença da caravana representa uma oportunidade de valorizar quem mantém essas tradições vivas e de transformar a escuta em políticas públicas permanentes.
A iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de pertencimento, geração de oportunidades e desenvolvimento local. Em Mazagão, o diálogo com os fazedores de cultura fortalece a construção de ações mais próximas da realidade das comunidades e dos territórios.

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