A contagem regressiva já começou. Faltando menos de 30 dias para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a Associação dos Municípios do Estado do Amapá reforçou o convite para que prefeitos, vereadores, secretários e demais lideranças amapaenses se organizem e participem do encontro, considerado o maior evento municipalista da América Latina. Promovida pela Confederação Nacional de Municípios, a Marcha ocorrerá entre os dias 18 e 21 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, e já desponta como a maior edição da história em número de participantes.
Mais do que um grande fórum institucional, a Marcha se consolidou ao longo dos anos como espaço de pressão política, articulação federativa e defesa das pautas locais diante da União e do Congresso. Em 2026, o tema escolhido pela CNM é “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”, numa tentativa de recolocar os entes locais no centro do debate sobre desenvolvimento, financiamento público e capacidade de resposta da máquina pública às demandas da população.
A programação deste ano confirma o peso político do evento. Entre os assuntos previstos estão reforma tributária, reforma administrativa, Fundeb, emergência climática, consórcios públicos, saneamento, programas federais e os impactos do custo crescente das políticas nacionais nas prefeituras. Também estão previstas arenas técnicas e encontros de bancadas estaduais, ampliando o espaço de negociação e cobrança direta por parte dos gestores.
Outro ponto que chama atenção é a presença de presidenciáveis na programação oficial. A CNM formalizou convite a cinco pré-candidatos à Presidência da República, transformando a Marcha também em vitrine política para um público estratégico: os líderes municipais, que conhecem de perto os gargalos do pacto federativo e sentem, na ponta, os efeitos da concentração de responsabilidades sem a devida compensação financeira.
Para os Municípios do Amapá, a participação no encontro ganha peso ainda maior diante dos desafios estruturais enfrentados em áreas como infraestrutura urbana, habitação, saúde, educação, mobilidade e repasses federais. A expectativa é que a presença amapaense fortaleça a defesa de reivindicações históricas e ajude a ampliar a voz dos gestores locais em um momento decisivo para o municipalismo brasileiro.

Comentários: