Parece que a receita de gestão da prefeita Kelly Lobato desandou de vez. No Bairro Nova Brasília, o que deveria ser a nova Praça de Alimentação do município de Amapá tornou-se um símbolo indigesto de promessas não cumpridas e prazos que, literalmente, já apodreceram ao sol.
A placa da obra, que ostenta os logotipos do Governo Federal e do Programa Calha Norte, é uma confissão pública de incompetência. Vamos aos ingredientes desse desastre administrativo:
Licença Vencida e Obra na "Geladeira"
O detalhe mais vergonhoso está impresso para quem quiser ver: a Licença de Instalação (LI nº 005/2023) tinha validade até 16 de outubro de 2025. Hoje, em pleno abril de 2026, a licença está vencida, a obra segue em ritmo de tartaruga e o tapume é a única coisa que "alimenta" a paisagem.
Como uma gestora permite que a documentação ambiental de uma obra de infraestrutura caduque sem que o projeto seja entregue? É o básico do básico que foi ignorado.
Aluna Reprovada: O Contraste com Carlos Sampaio
Pelo visto, Kelly Lobato faltou às aulas de "Boa Gestão e Entrega de Resultados" que o seu antecessor, o ex-prefeito Carlos Sampaio, parecia dominar com muito mais tempero. Se a ideia era dar continuidade a um ritmo de trabalho eficiente, a prefeita provou ser uma aluna reprovada.
Enquanto Sampaio entregava, Kelly enrola. O contraste é gritante e a comparação é inevitável para o povo amapaense, que hoje sente saudades de uma época em que o canteiro de obras não era apenas um depósito de entulho e prazos estourados.
Prefeita de um Mandato Só?
Nesse "andar da carruagem" — que mais parece um carro de boi atolado no barro — a prefeita caminha a passos largos para ser lembrada como uma gestora de um mandato só. Se ela não consegue sequer terminar uma praça de alimentação com recurso federal garantido, como espera que o povo renove seu contrato nas urnas?
A população de Amapá está com fome de respeito e sede de competência. Se a prefeita Kelly Lobato não acordar e colocar essa obra para andar antes que o seu tempo político se esgote, o cardápio das próximas eleições será um só: a conta da sua ineficiência cobrada pelo eleitor.

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