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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

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Macapá terá ação integrada de apoio às mulheres com fibromialgia no Dia Mundial de combate à doença

A iniciativa municipal voltada exclusivamente ao público fibromiálgico vai oferecer acolhimento, pré-diagnóstico e encaminhamento para tratamento.

Macapá terá ação integrada de apoio às mulheres com fibromialgia no Dia Mundial de combate à doença
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Com o objetivo de marcar o dia de enfrentamento à Fibromialgia, em 12 de maio, a Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher (SEMMU), está programando uma ação integrada de conscientização e atendimento. Para isso, reuniu nesta quarta-feira, 29, diferentes órgãos da gestão municipal para estruturar o evento, intitulado “Mulheres que sentem dores invisíveis”, criado para atender mulheres com fibromialgia e outras comorbidades que envolvem dores crônicas.

A iniciativa surge como resposta a uma realidade silenciosa que impacta milhares de mulheres, muitas delas sem diagnóstico, orientação ou acesso adequado ao tratamento. A proposta vai além de uma ação pontual e pretende criar uma rede de apoio contínua, com acolhimento, informação qualificada e encaminhamentos efetivos dentro da rede pública.

Durante o encontro de alinhamento, foram apresentados os conceitos centrais do projeto, discutidos os impactos da doença na qualidade de vida das mulheres de Macapá e definidas metas para mobilização e visibilidade da causa. Representantes de diversas secretarias definiram conjuntamente, estratégias para garantir um atendimento amplo e multidisciplinar.

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De acordo com a secretária adjunta da SEMMU, Cleidiane Costa, o planejamento da ação foi elaborado para que seus efeitos se estendam além do dia da ação.

“O objetivo é garantir que as mulheres saiam do evento com pré-diagnóstico, encaminhamentos e orientações claras sobre como prosseguir com o tratamento ou acessar outros suportes,” disse Cleidione Costa.

A presidente da Associação de Fibromialgicos do Amapá (Afriboap), Genilza Valente, enfatizou o novo protocolo do Ministério da Saúde, publicado em agosto de 2024, que estabelece a atenção primária como porta de entrada para a triagem de pacientes. Segundo ela, existem 11 subcategorias de dores crônicas e, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 40% da população brasileira sofre com algum tipo de dor crônica.

“Se unirmos as forças sabendo que o tratamento é multiprofissional e realizarmos uma abordagem ampla, conseguimos capacitar e ter o melhor controle, além desta ação realizar em seguida capacitações e disseminação de informações,” finalizou a presidente Genilza Valente.

A falta de informação, orientação, desconhecimento dos direitos e dos locais de atendimento são fatores que retardam o tratamento, dificultando a aquisição de medicamentos e a realização de exames, muitos deles não ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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