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Domingo, 19 de Abril 2026

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INFÂNCIA ROUBADA

PEDOFILIA: A DOENÇA E O CRIME REAL

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Infância Roubada

PEDOFILIA: A DOENÇA E O CRIME REAL

 

ALERTA - Este ano teve campanhas nas redes sociais, atividades de prevenção, iluminação de prédios públicos na cor laranja, dentre outros, durante todo o mês de maio, mas que deverá ser acentuado todos os dias, alertando a sociedade a cuidar das suas crianças. É preciso denunciar, é preciso alertar, é preciso que nosso cotidiano seja de observar as crianças e cuidar delas. Não somente as nossas, mas todas, pois o crime pode chegar a seu lar.

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Este ano as denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes cresceu e no mês de maio, considerado o ‘Maio Laranja’ por ter em seu calendário o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, especialistas voltam a alertar que 80% dos casos continuam a ocorrer dentro de casa, e a maioria envolve pessoas da família.Com a pandemia, que trouxe o isolamento social, a quarentena e as crianças ficaram em casa, essas situações cresceram em todos os sentidos, além do da violência veio o abuso sexual. 
Antes, as escolas percebiam que algo não ia bem com a criança e já acionavam o Conselho Tutelar. Quando as escolas e creches foram fechadas, o perfil mudou, e as queixas passaram a ser feitas por vizinhos ou pessoas da família, mas, até que o denunciante percebesse o que estava ocorrendo, muitas vezes, o abuso havia sido cometido rotineiramente.

Infelizmente, mesmo com o noticiário local e nacional divulgando crimes horrendos contra as crianças como o Caso Henry, cometido por um vereador e com assentimento da mãe, pessoas que deveriam proteger e ajudar a sociedade a desenvolver empatia contra esses crimes contra pessoas inocentes.
 

A pedofilia pode também ser definida como sendo simultaneamente uma doença, um distúrbio e um desvio sexual, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). A existência desta se dá através da atração sexual por parte de um adulto para com uma criança, o simples desejo, independente da realização do ato sexual propriamente dito já estará caracterizando a pedofilia, não sendo necessário, portanto, que ocorram relações sexuais para que ela se consume. Atente-se para o fato de que um verdadeiro pedófilo pode nunca haver praticado um crime sexual contra uma criança ou adolescente, bem como alguém que não seja pedófilo pode havê-lo praticado diversas vezes.

 

OS CRIMINOSOS ESTÃO EM TODOS OS SEGMENTOS SOCIAIS
Infelizmente, o crime de abuso sexual contra a criança e adolescentes, está minado em todos os segmentos sociais, e essa situação em muitos lugares, se tornam acintosamente abusivos e praticados pelos próprios familiares (pais, padrastos, irmãos, primos) e em algumas comunidades (ribeirinhas e do interioranas) são aceitas.
Temos nos históricos de denúncias de incestos: de pais que convivem maritalmente com filhas e até gerando filhos, como se fosse natural.
Um exemplo é o caso do isolamento, falta de acesso à educação e condições sociais precárias. A soma de todos esses fatores poderia explicar o caso do pescador que teve sete filhos com a própria filha no povoado de Extremo, em Pinheiro (MA). 
No entanto, especialistas afirmam que tudo isso não justifica o abuso, mas colabora para que ele ocorra. Eles chegam a afirmar que em algumas regiões do interior do Brasil é um costume os homens iniciarem sexualmente as filhas.
Mas, isso não é predominante pela formação do pescador, pois na Áustria que também abusou e teve filhos com a filha, que era mantida em cárcere privado, apesar do nível socioeconômico dos dois ser bem diferente. O caso do austríaco veio à tona em abril de 2008. 
No Estado do Amapá, infelizmente temos sempre notícias policiais que prendem cidadãos que comentem a pedofilia e o abuso sexual com crianças. Porém, elas são identificadas com ações policiais e não ganham a consistência social que esses crimes provocam na sociedade.
TJAP
O Tribunal de Justiça do Amapá, liderou este ano a campanha contra o abuso e a violência contra as crianças e adolescentes no Amapá, com reconhecimento nacional e apoio de todas as prefeituras do Estado e que difundiram suas campanhas nas sedes dos municípios e chegaram as comunidades ribeirinhas, pescadores, povos da floresta e indígenas, uma situação importante para que os amapaenses sintam que esse crime está em todos os locais e em todas aas famílias.
 
“Proteger nossas crianças desse mal que é inaceitável”, ressaltou o presidente do TJAP, desembargador Rommel Araújo, sobre o objetivo da campanha na cerimônia de abertura. “Estamos formando uma verdadeira corrente de mobilização e combate à exploração e abuso contra nossas crianças e adolescentes, e agora o desafio é tornar essa mobilização em combate efetivo, mostrando as formas de combater, identificar e também denunciar essas práticas que muito nos entristecem.”.
 
A participação de diversas instituições parceiras é fundamental para o sucesso das ações preventivas, conforme explicou a coordenadora da campanha no Amapá, juíza Larissa Antunes. “Não se faz política pública relacionada às crianças e adolescentes sem a participação de toda a sociedade, pois temos a responsabilidade, não apenas como órgão, mas também como família, de cuidar e garantir condições favoráveis ao bom desenvolvimento de nossas crianças.”
O presidente do Fórum Nacional de Justiça Protetiva (FONAJUP), juiz Hugo Zaher, parabenizou a iniciativa do Judiciário amapaense, evidenciando a prioridade absoluta do Tribunal em relação aos cuidados com o público infantojuvenil. “Nesta grande mobilização podem contar com nosso apoio para que os demais tribunais ressoem essa importante campanha.”
Como símbolo da campanha foi escolhido o pássaro conhecido como Galo da Serra (rupicola rupicola), uma ave de cor alaranjada que vive solitário na região amazônica, assim como também são as crianças que vivem sob o medo e vergonha de uma culpa que não é delas. “Vamos transformar um pássaro que vive solitário em um símbolo de luta, de que não podemos deixar nossas crianças perderem o direito fundamental de terem uma infância saudável, livre de qualquer tipo de violência”, explicou o desembargador Rommel Araújo.
Fronteira


É preocupante o número de casos relativos à exploração infantil nas áreas transfronteiriças. Assim, uma das frentes de trabalho da campanha Maio Laranja – Não deixe quem você ama ser a próxima vítima, terá como foco a divisa entre Brasil e Guiana Francesa. A juíza Fabiana Oliveira, titular na Comarca de Oiapoque, esteve liderando a mobilização de entidades brasileiras no município e da Guiana, para uma cooperação capaz de conter de forma eficaz os crimes contra crianças e adolescentes.
Outro fator determinante para o tratamento do tema é imprescindível a participação das escolas na abordagem e identificação de possíveis casos de exploração e abusos. “Estamos abrindo também a parceria com as secretarias de educação, pois é preciso ampliar o debate no ambiente escolar, com abordagens didáticas sobre este tema tão delicado”, disse a juíza Larissa Antunes.
Com campanhas nas redes sociais, atividades de prevenção, iluminação de prédios públicos na cor laranja, dentre outros, durante todo o mês de maio, mas que deverá ser acentuado todos os dias, alertando a sociedade a cuidar das suas crianças.


 
O professor Paulo Lépori, doutor em Direitos da Criança do Adolescente, esteve no Amapá, ministrando um curso no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) em 2017, o especialista na epoca, fez questão de enfatizar a diferença entre Pedofilia e abuso sexual. 
“A frase 'Pedofilia é crime' está errada. A Pedofilia não é um crime, é uma doença, um transtorno mental estudado pelas ciências médicas, que significa atração sexual por crianças e adolescentes. Então, o pedófilo é um doente. O abuso sexual, esse sim é crime”, explicou Lépori.

A afirmativa do professor está baseada em estudos que demonstram um dado relevante: 75% dos pedófilos não cometem abuso sexual contra crianças e adolescentes. Por outro lado, os mesmos estudos mostram que pessoas que não portam esse distúrbio podem praticar, eventualmente, esses abusos. “Pedofilia é a doença. O que é crime são os comportamentos de violência, de estupro em face de crianças e adolescentes”, reafirma o professor.
Os criminosos encontrados no Amapá, estão entre pessoas nunca identificadas como criminosas, ocupando cargos de alta confiança e se estende em todos os municípios amapaenses.
 
E as Policias Civil e Federal, assim como outros órgãos estaduais, municipais e federais, tem agido para combater esse crime horrendo contra a criança
Um médico condenado em 2018, por pedofilia foi preso pela Polícia Federal (PF),  em Macapá. De acordo com o órgão, o preso, um professor e um servidor público foram condenados por violação sexual mediante fraude e estupro de crianças e adolescentes no estado.


Ministério Público
 
No Amapá, homem é condenado por pedofilia na internet após ação do MPF. A ação  levou a Justiça Federal a condenar um homem, de 35 anos, a três anos de reclusão por pedofilia na internet. Utilizando perfil falso, o réu compartilhava imagens de adolescentes nus em uma rede social. A empresa Google Brasil forneceu informações necessárias para a identificação do responsável pelas publicações.
Segundo a denúncia do MPF, o homem, que já havia sido condenado pela mesma conduta em 2012, acessava a internet por meio de equipamentos de terceiros, que foram ouvidos em juízo. Os depoimentos contribuíram para a localização do autor das publicações.
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Na ação, o MPF sustentou que ao compartilhar fotos de adolescentes nus, o réu violou o art. 241-A, da Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em 2008, o ECA foi modificado para aprimorar o combate à produção, venda e distribuição de pornografia infantil, bem como criminalizar a aquisição e a posse desse material e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet.


A defesa alegou que as fotos estavam apenas armazenadas no perfil, que seria restrito a amigos interessados por imagens dessa natureza. Contudo, no entendimento do MPF, confirmado pelo Judiciário, o material pornográfico estava disponível a outros usuários, portanto, sendo disponibilizado na rede.


Autoconhecimento e Defesa


Para ajudar a ensinar meninos e meninas a se proteger de abusos, profissionais de várias áreas – educação, comunicação, direito, medicina e psicologia – se uniram e criaram uma cartilha que explica as partes do corpo e convida as crianças a falar ou desenhar sobre elas mesmas.
A publicação já foi traduzida para o inglês e o espanhol. Premiado no ano passado, o projeto “Eu me Protejo” distribui os materiais gratuitamente pela internet. “É um mito achar que isso não pode acontecer na família de qualquer um”, diz Patrícia Almeida, coordenadora da iniciativa.

 

 

Reinaldo Coelho

Publicado por:

Reinaldo Coelho

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