Corpo de Bombeiros anunciou suspensão da operação de resgate nesta segunda-feira (26).
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'Continuaremos as buscas', diz mãe de um dos adolescentes sumidos há 19 dias em floresta no Amapá
Após anúncio nesta segunda-feira (26) do encerramento das buscas dos adolescentes Renato Siqueira de Jesus, de 13 anos, e Fabrício Oliveira Barbosa, de 14 anos, desaparecidos há 19 dias numa região de floresta no norte do Amapá, a mãe de Renato falou que continuará à procura dos meninos com ajuda voluntária de mateiros, que são moradores com conhecimento amplo do ambiente da região.
Segundo Edneide Siqueira de Jesus, de 32 anos, os possíveis rastros dos garotos vistos pelas equipes Corpo de Bombeiros durante as buscas, na área de mata na Zona Rural do município de Calçoene, dão esperança à família de que os dois sejam encontrados.
"A gente vai continuar fazendo as buscas com os mateiros e vamos fazer buscas por onde os bombeiros não passaram, porque a área é muito grande e a gente vai fazer essa cobertura. Nunca deixamos de acreditar que as crianças estão vivas e esperando o resgate", disse, emocionada.
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Bombeiros em área alagada durante a procura — Foto: CBM-AP/Divulgação
O anúncio do fim das buscas foi um choque para os familiares de Renato. Edneide contou que não foi avisada previamente e teve a sensação de "pegar um tapa na cara", já que acreditava no sucesso da operação de resgate que mobilizou mais de 50 profissionais.
"Quando eles vieram com a notícia, foi como pegar um tapa na cara sem esperar, porque do nada eles deram a notícia, ninguém sabia que eles iriam parar. Não entendo o porquê abandonaram se acharam vestígios. Tem duas vidas lá dentro [da floresta] que precisam do nosso resgate", declarou.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Wagner Coelho, disse que o trabalho foi finalizado devido a falta de evidência dos adolescentes no local de busca. Porém não descartou, que as podem ser retomadas.
"Elas foram suspensas porque o fato motivador, que são vestígios, nós não encontramos. Sem mais esse fato gerador fica complexo para mantermos a nossa equipe naquela área hostil, que tem dificuldade. Havendo de novo esse fato motivador, a gente volta a fazer a incursão lá para achar as crianças", explicou.
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Comandante do Corpo de Bombeiros, Wagner Coelho (ao centro), ao lado de tenente-coronel Paulo Matias (à esq.) e o delegado-geral da Polícia Civil, Uberlândia Gomes (à dir.) — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
A operação de resgate do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) durou 16 dias e teve apoio do Exército, da Polícia Militar, da Guarda Florestal e da Polícia Civil, através do Grupo Tático Aéreo (GTA) e o Canil.
Durante o período, a área de buscas chegou a ser ampliada, mas os militares enfrentaram dificuldades devido o mau tempo, áreas alagadas e de difícil acesso, além da mata fechada.
Beneficiadora de pescado desempregada, a mãe de Renato citou a angústia em descobrir que o resgate foi encerrado e agradeceu o apoio da comunidade do município.
"Todo mundo ficou atordoado quando veio a notícia. Sem apoio de ninguém, a gente parou e se perguntou: o que a gente vai fazer agora? Mas, graças a Deus temos muitas pessoas da própria população que estão se disponibilizando para ajudar", comentou.
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Buscas por adolescentes desparecidos em Calçoene — Foto: COE-Bope/Divulgação
Renato e Fabrício desapareceram após saírem para apanhar açaí numa região conhecida como Rio Verde. Segundo os familiares, eles estavam a passeio pela 1ª vez no local.
A área de onde sumiram fica cerca de 2,5 quilômetros distante do assentamento rural que eles estavam acampados, informou o CBM.
