OPERAÇÃO VIKARE
Carros de luxo apreendidos pela PF são devolvidos a empresário
Juiz acatou pedido da defesa e concluiu que veículos fazem parte de atividade comercial do empresário Frank Góes
O juiz Jucélio Fleury, da 4ª Vara Federal Criminal de Macapá, determinou a devolução ao empresário Frank Góes de todos os veículos de luxo apreendidos na Operação Vikare, deflagrada pela Polícia Federal no dia 20 de outubro. O magistrado concluiu que ele agiu de boa-fé ao alugar um dos galpões do aeródromo alvo da operação, e não tinha como saber que o local estava sob investigação.
O pedido de devolução dos bens apreendidos foi formulado pelo escritório Waldenes Barbosa e Associados, de Macapá, e recebeu parecer favorável do Ministério Público Federal. A defesa alegou que os veículos pertencem à empresa Frankcar, e que foram devidamente declarados no imposto de renda.

Os oito veículos foram devolvidos nesta terça-feira (23) ao empresário Frank Góes, logo após decisão do magistrado. Entre as marcas mais conhecidas estão Dodge, Mini Cooper, Mercedes. Audi e Aston Martin, que são comprados e revendidos pelo empresário.
“A justiça foi feita. Conseguimos demonstrar ao juízo federal, assim como ao Ministério Público Federal, que o patrimônio apreendido do meu cliente não tem nada a ver com esta operação, e que é objeto da sua atividade profissional de compra e venda de veículos”, explicou Waldenes Barbosa.
A operação Vikare investiga a utilização do aeródromo, localizado na zona rural de Macapá, na logística de um grupo internacional de tráfico de drogas. Na operação, o empresário e ex-deputado estadual, Isaac Alcolumbre, foi preso preventivamente.

Ele acabou sendo solto sete dias depois pelo Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF1), sob o argumento de que o empresário não oferece risco de fuga, e que ele somente alugava os galpões e fornecia combustíveis para os aviões dos investigados.
Além dos carros, a Polícia Federal apreendeu dinheiro e cumpriu 49 mandados de busca em nove estados.
A Operação Vikare da Polícia Federal do Amapá, deflagrada na manhã desta quarta-feira (20), com apoio do MPF (Ministério Público Federal), combate o tráfico internacional de drogas em esquema que usa aviões e empresas de fachada. Os crimes incluem ainda associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF no Amapá, o estado era usado como base para o transporte de drogas.
Trezentos policiais federais cumpriram 24 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão. No Amapá, foram cumpridos quatro mandados de busca e dois mandados de prisão preventiva, em empresas e duas residências na capital Macapá, e em um aeródromo particular.
