O prefeito de Santana, Bala Rocha, recebeu nesta sexta-feira (28) mulheres vítimas de escalpelamento em uma programação realizada na sede da Prefeitura para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento. O encontro foi dedicado ao acolhimento, à conscientização e à valorização das mulheres e de suas famílias, além de reforçar a necessidade de políticas públicas de proteção e prevenção.
Instituída pela Lei Federal nº 12.199, de 14 de janeiro de 2010, a data de 28 de agosto busca chamar a atenção da sociedade para um acidente que ainda atinge principalmente populações ribeirinhas da Amazônia. O escalpelamento ocorre quando cabelos, normalmente longos, ficam presos no eixo descoberto do motor de pequenas embarcações, provocando o arrancamento brusco do couro cabeludo e, em situações mais graves, também lesões em outras partes do rosto e do corpo.
A realidade tem forte relação com a rotina de comunidades que utilizam embarcações como principal meio de transporte. O risco aumenta quando os motores não possuem proteção adequada sobre os eixos e outras partes móveis. Além das consequências físicas, as vítimas podem enfrentar longos períodos de tratamento, cirurgias reparadoras e impactos emocionais e sociais, tornando o apoio contínuo às mulheres e às famílias parte fundamental do processo de recuperação.
Durante o encontro em Santana, a gestão municipal destacou as histórias de mulheres que sobreviveram ao escalpelamento e as conquistas obtidas ao longo dos anos na busca por mais segurança, reconhecimento e garantia de direitos. A iniciativa também se soma a outras ações desenvolvidas recentemente pelo município voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento das redes públicas de atendimento. Em agosto, por exemplo, profissionais da saúde participaram de capacitação sobre identificação de situações de violência e encaminhamento adequado dentro da rede municipal de proteção.
Ao promover a atividade, a Prefeitura reforça que combater o escalpelamento passa pela informação, pela adoção de medidas de segurança nas embarcações e pela garantia de acompanhamento digno às vítimas. Para Bala Rocha, o momento também representa reconhecimento às mulheres que transformaram experiências marcadas por dor em trajetórias de resistência e luta por direitos.
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