100% dos leitos de UTI para COVID ocupados no estado do Amapá

O Amapá amanheceu neste sábado com 100% da ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados aos pacientes em tratamento da Covid-19, em Macapá.
Os leitos de Covid-19 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Amapá estavam todos ocupados na manhã deste sábado (27), segundo o secretário de Estado de Saúde, Juan Mendes. Com fila de espera em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a previsão do Estado é abrir mais 30 vagas até quarta-feira (31).

A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do Estado. Juan Mendes Silva "Nós amanhecemos com 100% dos nossos leitos ocupados de unidade de terapia intensiva. No nosso último levantamento nós temos 12 pacientes em UBS precisando de leito de UTI. Nós temos outros pacientes nas unidades de porta de entrada, porém com todos os nossos esforços de abertura de leito, de usina de oxigênio, ainda assim, a demanda tem sido muito maior que a velocidade que nós estamos atendendo”, declarou Mendes.
Há duas semanas, o gestor havia declarado que o estado estava “à beira do colapso” em função dos casos confirmados da doença e a necessidade de internação de muitos desses pacientes.
“A demanda de abertura é urgente, como a gente tem feito a cada dia, mas o que preocupa é que nós abrimos leitos e eles são imediatamente ocupados. […] Situação muito desafiadora. Nós estamos tendo esses leitos imediatamente ocupados com perfil muito diferente do pico anterior. Nós temos pacientes mais jovens, mais agravados e de cada 4 internações, 3 precisam de UTI”, descreveu.
Nos últimos 15 dias, a capital passou a registrar uma fila de espera nas UBSs, com internação nessas unidades para encaminhamento de pacientes aos centros de internação.
No dia 16 de março, foi registrada a primeira morte do ano em uma unidade de porta de entrada de Macapá. Até este sábado, outros pacientes faleceram de Covid em UBS - sendo que dois óbitos ocorreram nas últimas 24 horas.
Conforme o secretário, a situação preocupa e, para tentar solucionar o problema, um novo protocolo para identificação de risco dos pacientes foi adotado no Estado.
