COLUNA FÓRUM OPTIMUM

Por Adilson Garcia
AS BALZAQUIANAS DO TERCEIRO MILÊNIO

Honoré de Balzac, escritor francês do século 19, se referia às mulheres maduras emocionalmente como aquelas na idade dos 30 anos, em contraposição às raparigas inexperientes e incapazes de curtir um grande amor na sua plenitude.
O livro “A Mulher de Trinta Anos”, publicado em 1831, fez surgir a expressão balzaquianas, em homenagem às “coroas” daquela época.

Se vivo fosse Balzac teria que rever seus conceitos, porque duzentos anos atrás, a mulher contraia núpcias precocemente, na faixa dos 13 a 15 anos e tinha como missão as lides domésticas e a procriação, levando ao pé da letra um contestado ensinamento bíblico, resultando em fartas proles.
Evidentemente que ao chegar aos 30 anos, as mulheres daquela época estavam envelhecidas, o corpo judiado por muitos partos e amamentação em sequência implacável.
Não havia lifting, botox, peeling, fio de ouro, peito (e bunda rss) de silicone, cirurgia plástica, aparelhos ortodônticos e nem os mágicos e mirabolantes cosméticos das empresas Avon, L’Oréal, Nivea, Lancôme, Boticário, Natura, Dove etc., com seus bilionários faturamentos rendendo louvores à beleza.
E vai aqui uma observação marota minha (tipo perco uma amiga mas não perco a piada): nem photoshop (rssss)!
Hoje, mulher seja de 30, 40, 50, 60 ou 70 anos, imitando caboclo amazônico ribeirinho, “dá um caldo e ainda sobra pro pirão do dia seguinte”. A idade do sexo frágil hodiernamente está intrinsecamente ligada ao número de dígitos da conta bancária (sua ou do patrocinador rssss! Falei: perco a amiga, não perco a piada).

Meu caro amigo Honoré de Balzac, remexa-se na catatumba e creia, se monsieur fosse escrever uma trilogia em 2022 (e ganhar tubos de dólares) daquela sua obra, não poderia ter como paradigma a idade cronológica da mulher. A sua juventude ou senilidade é mais comportamental. Se a mulher pensa, age e se veste como jovem, rejuvenesce magicamente.
Se a desditosa mulher usa indumentária de “perua”, exagera na dose das cores capilares e ainda por cima é mais eficaz que um purgante de salamargo, recebe a coroa e o cetro, com direito a se sentar na poltrona de Elizabeth Alexandra Mary, a rainha Elizabeth II do Reino Unido, com seus longevos 96 anos à prova de Covid (rss).

Aquelas invejosas que torcem o nariz quando veem as novas Balzaquianas passarem nos altos do salto 15, derramando beleza, destilando jovialidade pelos poros e pelo Facebook, essas sim nós podemos devolvê-las no túnel do tempo para Balzac transformá-las em Júlia d`Àiglemont, retrato da mulher mal casada, sofrendo por décadas de infelicidade.
Portanto, minhas queridas amigas jovens de 30 a 80 anos: velha é a terra!
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