O senador Randolfe Rodrigues comemorou nas redes sociais a conclusão, pela Petrobras, da Avaliação Pré-Operacional (APO) na Margem Equatorial — etapa considerada crucial para o avanço da exploração de petróleo em águas profundas do Amapá. A companhia encerrou nesta quarta-feira o simulado na Bacia da Foz do Amazonas, movimento que marca o último passo técnico antes do parecer final do órgão ambiental.
A APO é um exercício supervisionado que testa, em condições reais, a eficácia do plano de resposta a incidentes, com navios de apoio, aeronaves, equipes embarcadas e protocolos de contenção e salvamento. Trata-se da fase final do processo de licenciamento conduzido pelo Ibama e costuma durar de três a quatro dias.
O procedimento desta semana integrou centenas de profissionais e meios navais na área prevista para o primeiro poço exploratório, aproximando a estatal de uma decisão regulatória aguardada desde 2023, quando o pedido inicial foi negado. Concluído o simulado, o Ibama analisa relatórios e vistorias para emitir seu parecer sobre a viabilidade do plano de emergência.
Nos últimos meses, a Petrobras cumpriu exigências adicionais, como a instalação de um centro de atendimento à fauna oleada em Oiapoque, preparado para acolher aves, mamíferos marinhos e tartarugas em caso de acidente. O avanço nessa frente foi um dos marcos pedidos pelo órgão ambiental para a etapa atual do licenciamento.
A Margem Equatorial é vista como uma nova fronteira petrolífera do país, com potencial geológico comparável ao das descobertas na Guiana e no Suriname. Para o Amapá, a iniciativa pode representar empregos, investimentos logísticos e aumento de arrecadação, ao mesmo tempo em que reforça o debate sobre proteção socioambiental na foz do Amazonas. A expectativa agora recai sobre o parecer do Ibama, que avaliará a documentação da APO antes de decidir sobre a perfuração no bloco em águas profundas ao largo da costa amapaense.
