O senador Randolfe Rodrigues destacou nas redes sociais que o Amapá deixaria de enfrentar um aumento superior a 24% na conta de energia elétrica, após articulação política em Brasília. Na publicação, o parlamentar afirma que o resultado foi “reajuste zero” para os lares amapaenses e atribui a conquista ao trabalho conjunto com o governador Clécio Luís. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Energia, distribuidora que atende 283 mil unidades consumidoras nos 16 municípios do estado.
Pelos números oficiais da Aneel, o índice médio para consumidores cativos de baixa tensão, grupo que inclui clientes residenciais e baixa renda, ficou em 0,01%, percentual que, na prática, sustenta a leitura política de que não haverá aumento relevante para a maior parte das famílias. Já para a alta tensão, o reajuste médio aprovado foi de 19,03%. Considerando todas as classes, o efeito médio para o consumidor ficou em 3,54%.
A decisão encerra meses de disputa em torno do reajuste da energia no estado. Em dezembro de 2025, o Governo do Amapá reagiu publicamente à possibilidade de aumento estimado em 24% e classificou a medida como inadmissível. Dias depois, o processo foi adiado após pedido de vista de um diretor da Aneel. Naquele momento, o governador Clécio Luís declarou que a proposta já havia sido reduzida de 34% para 24%, depois para 16% e, em seguida, para 14%, enquanto a bancada federal pressionava por uma solução que evitasse impacto nas contas de luz.
Segundo a Aneel, os índices aprovados agora resultaram de proposta da concessionária para antecipar recursos a serem recebidos pela repactuação do saldo do Uso de Bem Público, mecanismo apontado nas negociações como alternativa para aliviar a tarifa no estado. Com isso, o caso passou a ser tratado por lideranças políticas amapaenses como exemplo de justiça tarifária e de articulação institucional em favor do consumidor residencial.

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