A Prefeitura de Calçoene anunciou para 11 de fevereiro de 2026 o Dia D de Vacinação contra a Dengue, com a campanha voltada especialmente a adolescentes de 10 a 14 anos, reforçando a prevenção em um cenário de contínua circulação do vírus transmitido pelo Aedes aegypti. A ação será realizada das 08h às 12h e das 14h às 17h nas unidades de saúde do município — UBS Dr. José Ribamar, UBS Gilmar Ramos e Sala de Vacina da Unidade Mista — e exige a apresentação de CPF e cartão de vacinação. A administração municipal destaca que a imunização é a forma mais segura de proteção contra a doença, que pode evoluir para quadros graves e até fatais.
A estratégia em Calçoene segue diretrizes nacionais de combate à dengue. Desde 2024, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde para incluir crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, grupo que concentra um dos maiores números de hospitalizações pela doença no país depois dos idosos. A ampliação da faixa faz parte de uma Nota Técnica da pasta que orienta estados e municípios a expandir a cobertura vacinal diante da persistência da circulação viral e de episódios recorrentes de epidemias no território brasileiro.
O imunizante mais usado atualmente no SUS é a vacina Qdenga (TAK-003), desenvolvida pela farmacêutica Takeda, aplicada em duas doses com intervalo de três meses, e que demonstrou eficácia significativa na redução de casos sintomáticos e hospitalizações entre adolescentes em estudos brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de vacinas contra a dengue em ambientes de alta transmissão, com um esquema vacinal de duas injeções com intervalo de três meses entre elas, reforçando que a imunização deve ser parte de um conjunto de ações de vigilância e controle vetorial.
Especialistas reforçam que a vacina não substitui medidas como o uso de repelentes, eliminação de criadouros de mosquitos e atenção aos sintomas da doença. A dengue continua sendo um problema de saúde pública em muitas regiões tropicais, e estratégias integradas de imunização e controle ambiental são fundamentais para reduzir a carga da doença.
