Profissionais da saúde que atuam na Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS) passaram a integrar o público prioritário da campanha de vacinação contra a dengue em diversas cidades brasileiras. Trabalhadores com idade entre 15 e 59 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para iniciar a proteção contra a doença, que continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no país.
A vacinação está disponível nas UBS José Ribamar Cavalcante e Gilmar Ramos Vieira, com atendimento nos períodos da manhã e da tarde. Para receber a dose, os profissionais precisam apresentar CPF e o cartão de vacinação. A campanha tem como foco ampliar a cobertura vacinal entre aqueles que estão diretamente envolvidos no atendimento à população, reduzindo o risco de infecção entre os trabalhadores e evitando a sobrecarga dos serviços de saúde.
A inclusão de profissionais da Atenção Primária no público-alvo da imunização segue a estratégia definida pelo Ministério da Saúde para a introdução da vacina contra a dengue no SUS. A política prevê priorizar trabalhadores das unidades básicas e equipes que atuam diretamente nas comunidades, por estarem mais expostos ao contato com a população e a áreas com maior circulação do vírus.
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado sucessivos surtos da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A dengue pode provocar sintomas como febre alta, dores musculares intensas, dor atrás dos olhos e, em casos mais graves, evoluir para complicações que podem levar à morte. Por isso, a vacinação é considerada uma ferramenta importante para reduzir o número de casos graves e hospitalizações.
Atualmente, existem vacinas aprovadas contra a dengue que protegem contra os quatro sorotipos do vírus. Um dos imunizantes disponíveis pode ser aplicado em pessoas entre 4 e 60 anos, faixa etária definida com base nos estudos de segurança e eficácia realizados com o medicamento.
Especialistas destacam, no entanto, que a vacinação deve ser combinada com outras medidas de prevenção, como a eliminação de criadouros do mosquito e o cuidado com água parada em residências e áreas públicas. Mesmo imunizadas, as pessoas devem manter essas práticas para evitar a proliferação do vetor.
Ao ampliar o acesso à vacina para trabalhadores da saúde, a campanha busca proteger aqueles que estão na linha de frente do atendimento à população e fortalecer a resposta do sistema público diante da circulação do vírus. A estratégia também contribui para manter o funcionamento das unidades básicas de saúde, consideradas a principal porta de entrada do SUS.

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