A UBS Pracuúba, por meio da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma palestra alusiva ao Maio Laranja, campanha nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A atividade contou com a participação da psicóloga Dra. Dayane Marina e teve como objetivo orientar a população sobre prevenção, identificação de sinais de violência e importância da denúncia.
A iniciativa reforça o papel da rede municipal de saúde na proteção social e no acolhimento das famílias. Durante a palestra, foram abordados temas ligados ao cuidado, à escuta qualificada e à necessidade de manter crianças e adolescentes em ambientes seguros, com atenção especial a mudanças de comportamento, medo excessivo, isolamento, queda no rendimento escolar e outros sinais que podem indicar situações de violência.
O Maio Laranja ganhou força no Brasil a partir do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio e instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000. Em 2022, a Lei nº 14.432 também estabeleceu maio como mês de mobilização nacional, prevendo a realização de palestras, campanhas educativas e ações de orientação em escolas, unidades de saúde e espaços públicos.
A campanha chama atenção para uma realidade grave. Dados divulgados em 2026 apontam que o Disque 100 registrou mais de 32 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril, número quase 50% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. O canal funciona 24 horas por dia, todos os dias, de forma gratuita, recebendo denúncias de violações de direitos humanos em todo o país.
Em Pracuúba, a ação reforça o compromisso da gestão municipal com a prevenção e com o fortalecimento da rede de proteção. Para a Prefeitura, cuidar, orientar e estar mais próximo da população são prioridades no enfrentamento à violência e na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.
Além de informar, a palestra buscou estimular a responsabilidade coletiva. A proteção da infância depende da atuação integrada entre poder público, profissionais de saúde, educação, assistência social, famílias e comunidade.

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