Trilhos furtados de ferrovia no AP são apreendidos em balsa; carga é avaliada em R$ 500 mil
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A Polícia Civil voltou a apreender trilhos e chapas metálicas furtadas da Estrada de Ferro do Amapá (EFA), desativada há 7 anos e que, desde então, tem as estruturas levadas. A nova ocorrência foi na tarde desta quinta-feira (2) na área portuária de Santana, de onde seria levada numa embarcação.Desta vez, a 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) do município recebeu informações sobre o indício de furtos dos materiais e interceptou a carga, avaliada pela delegada Luiza Maia em cerca de R$ 500 mil.
“Temos informações que mais de 30 chapas foram levadas, pesam mais de 300 quilos e são usadas para a fabricação de navios. Os elementos nos levam a acreditar que há uma quadrilha para furto e agora para o transporte”, completou.
O material estava embarcado numa balsa num dos portos da cidade, que dá acesso ao Rio Amazonas. Ninguém foi preso em flagrante, porém os envolvidos na ação foram convocados para prestar depoimento.
“A investigação vai prosseguir com a oitiva das pessoas envolvidas, que possivelmente tenham informações sobre o carregamento. Quem teria vendido não estava no local”, disse a delegada.
Segundo caso em 1 mês
Outra ocorrência, em 11 de agosto, apreendeu cerca de 4 toneladas do produto, volume estimado em quase R$ 1,5 milhão, numa metalúrgica também na área portuária de Santana.
O proprietário chegou a ser preso em flagrante por receptação, mas foi solto após pagar fiança de R$ 5 mil e mediante medidas cautelares.
Se tornaram recorrentes os furtos dos trilhos da EFA, desativada desde 2014 e que atualmente pertence a empresa Dev Mineração (antiga Zamin). Desde que parou de ser usada, a estrutura é alvo de saques.
EFA
A Estrada de Ferro do Amapá era de propriedade da Indústria e Comércio de Minérios S.A (Icomi), que mantinha com a União uma concessão que durou dos anos 50 até 1998.
A linha foi construída em menos de 4 anos, de 1954 a 1957. Após o fim da concessão, todos os bens reversíveis foram transferidos ao Estado do Amapá.
De 1998 a 2006, para evitar o transporte de passageiros, o governo contratou uma empresa, como permissionária, até que houvesse licitação para o Contrato de Concessão de Exploração de Serviço Público do Transporte Ferroviário de Carga e Passageiros, o que ocorreu em 2006, tendo como ganhadora a MMX. Em 2008 a concessão foi transferida para a Anglo American e, em 2013, para a Zamin.
Informações postadas no G-1 Amapá


