O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) voltou a denunciar publicamente as precárias condições do Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre. Em suas redes sociais, o parlamentar criticou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) por não tomar medidas efetivas após sua solicitação de fiscalização in loco, feita em abril deste ano, para verificar o estado de abandono do terminal. Segundo Randolfe, a agência teria "vistoriado o aeroporto errado", referindo-se à falta de ações concretas para resolver os problemas apontados.
Diante da persistência das falhas na infraestrutura e nos serviços oferecidos aos passageiros, Randolfe anunciou que está representando ao Ministério Público Federal (MPF) contra a Norte da Amazônia Airports (NOA), empresa responsável pela administração do aeroporto desde 2022. O senador solicita a cassação do contrato de concessão da NOA, alegando negligência e descaso com o patrimônio público e com os usuários do terminal.
Entre as principais reclamações estão a falta de corredores de embarque (fingers), a má conservação do terminal, falhas nos sistemas de climatização e iluminação, escadas rolantes e elevadores inoperantes, além de frequentes atrasos e cancelamentos de voos. Em abril, um incidente em que parte do forro do aeroporto desabou gerou preocupação entre os passageiros e reforçou as críticas à gestão da NOA.
Randolfe, que foi um dos articuladores da construção do novo terminal inaugurado em 2019, afirmou que a atual situação do aeroporto é resultado de uma "privatização mal conduzida", na qual o equipamento público foi entregue a uma empresa que não possui capacidade técnica e operacional para gerenciá-lo adequadamente. O senador defende que a gestão do aeroporto retorne à Infraero, estatal que administrava o terminal antes da concessão.
A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou um convite para que o diretor da ANAC, Tiago Sousa Pereira, preste esclarecimentos sobre as denúncias de descaso e ineficiência na prestação de serviços aos usuários do aeroporto de Macapá. A audiência pública ainda não tem data agendada.
O Ministério de Portos e Aeroportos, por sua vez, informou que uma equipe da Secretaria Nacional de Aviação deverá visitar o aeroporto para avaliar a situação e discutir medidas emergenciais com a concessionária. O ministro Silvio Costa Filho afirmou que "não podemos aceitar que as concessionárias do Brasil prestem serviços de má qualidade".
A população amapaense aguarda por soluções efetivas que garantam a segurança, o conforto e a eficiência dos serviços prestados no principal terminal aéreo do estado.
