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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
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São Benedito do Cunani mantém tradição e embala Calçoene em continuidade ao clima de Natal

Festa na comunidade quilombola teve marabaixo, batuque e presença do prefeito Toinho Garimpeiro, reforçando a força cultural afro-amapaense no interior do estado

São Benedito do Cunani mantém tradição e embala Calçoene em continuidade ao clima de Natal
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A sequência das comemorações de Natal em Calçoene ganhou um capítulo de tradição e identidade com a Festividade de São Benedito do Cunani, realizada na comunidade quilombola localizada no município. Com participação do prefeito Toinho Garimpeiro, a celebração foi marcada por marabaixo, batuque e alegria, reunindo moradores e visitantes em torno de um calendário religioso-cultural que atravessa gerações e mantém viva a memória afro-amapaense. Em um período do ano associado à confraternização, a festa reafirma o caráter comunitário da fé, ao mesmo tempo em que projeta a riqueza cultural do extremo norte do Amapá.

O Cunani é conhecido por manifestações próprias, como o Zimba, expressão cultural de origem africana presente unicamente na vila e tradicionalmente realizada em homenagem a santos católicos, especialmente São Benedito e Santa Maria. A dança, acompanhada por cantos, tambores e dinâmica coletiva, é considerada uma das marcas mais fortes da cultura local, simbolizando resistência e transmissão de saberes entre gerações. Em 2025, o tema ganhou ainda mais atenção institucional: a Assembleia Legislativa do Amapá aprovou e sancionou uma lei que incluiu a Festa de São Benedito do Cunani no calendário oficial de comemorações do estado, reforçando o reconhecimento público da relevância histórica do evento.

A presença do prefeito na festividade ocorre em um contexto de valorização política e cultural do município. Eleito para comandar Calçoene no ciclo 2025–2028, Toinho Garimpeiro tem associado a agenda administrativa a pautas de infraestrutura e também à participação em eventos comunitários. Em localidades onde as distâncias e a logística são desafios permanentes, a presença do poder público em comunidades tradicionais costuma ser vista como gesto de aproximação e legitimação de demandas sociais.

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A festa também dialoga com outras expressões do estado. O marabaixo, por exemplo, é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e reúne ritmo, dança, vestimentas e elementos próprios, com forte vínculo às comunidades negras do Amapá. No Cunani, essa musicalidade se soma ao batuque e ao Zimba para compor um cenário em que o sagrado e o popular se encontram, mantendo a festa como espaço de fé, celebração e afirmação da identidade quilombola. Em um Amapá de múltiplas tradições, São Benedito do Cunani segue como símbolo de continuidade: um ritual que atravessa o tempo e, mesmo após o Natal, mantém acesa a chama coletiva da cultura e da esperança.

Genesis Comunicação

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