[COVID 19]
Reunião de apresentação do dispositivo de controle de fronteira com o Brasil e Guiana Francesa acontece em Cayenna

Os órgãos estatais franceses estão detalhando os dispositivos criados para controlar a fronteira e limitar qualquer entrada ilegal no território francês pela fronteira Brasil (Oiapoque) e França (Guayana Francesa)
Reinaldo Coelho

Rodolphe Alexandre Presidente da Região da Guiana Francesa se reuniu com autoridades francesas e brasileiras no fim de fevereiro a convite de Thierry Queffelec, prefeito de Região, na apresentação do dispositivo de controle da fronteira de Oiapoque e Guiana Francesa
Estavam presentes Georges Elfort, prefeito do município de São Jorge de Oiapoque, Frederico Garrafa, subprefeito delegado dos municípios do interior, Samuel Finielz, promotor da república, Xavier Moita, comandante superior das Forças Armadas, Léda Mathurin, conselheira territorial e os serviços da Polícia Nacional, Polícia Fronteiriça, Alfândega francesa e os representantes da Polícia civil do Brasil e Polícia Federal do Brasil.

A cidade amapaense mais próxima da Guiana Francesa é Oiapoque, que é dividida apenas pelo rio com Saint-Georges, do lado francês. Estimativas não oficiais, apontam que vivem na Guiana pelo menos 30 mil brasileiros.
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O fechamento das fronteiras da Guiana com o Brasil, aqui representados pelas cidades do Oiapoque (Amapá) e Guiana Francesa (Cayenna), foi uma das primeiras medidas solicitadas pela Comissão Representativa da Assembleia Legislativa ao presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, David Alcolumbre (DEM/AP) e março de 2020, inicio da pandemia mundial.
Foi uma decisão importante tomada pelo governo brasileiro para conter a propagação do coronavírus, principalmente na cidade de Oiapoque. O presidente francês, Emmanuel Macron, já tinha determinado o fechamento do francês Na Guiana começou com nove casos de pessoas infectadas pela Covid-19 e hoje está com 85 óbitos de um total de 16. 627 casos e o Amapá está com um total de 84.483 e de 1.146 mortes.
Pela portaria, a medida valia para estrangeiros que estejam na Guiana e queiram entrar no Amapá (Brasil). Cidadãos brasileiros que estiverem na Guiana podem entrar no país. De acordo com a portaria, o estrangeiro que descumprir a restrição de entrada no país será deportado imediatamente e não poderá fazer pedido de refúgio.
Nesta segunda onda da contaminação pelo Covid19 e a descoberta de novas variantes e uma de origem brasileira, detectada em Manaus (AM) e elas foram identificadas na Guiana em 4 casos e de acordo com a imprensa do país, os registros foram em pessoas com idades entre 57 e 62 anos, sem relações diretas entre elas, nas cidades de Remire, Matoury e Caiena, todas comunidades próximas.
O setor de saúde da Guiana Francesa lançou operações de isolamento e rastreamento de contatos para limitar o risco de transmissão. No país, há algumas semanas, qualquer teste de Covid-19 com resultado positivo é analisado para determinar se é uma contaminação por uma variante do coronavírus - por uma das cepas monitoradas no mundo por causa da maior chance de contágio.
A Ponte Binacional que liga as duas cidades está fechada para o trânsito de pessoas. Atualmente, está permitido apenas o transporte de cargas.
A preocupação com os casos na Guiana Francesa também é do lado brasileiro. O governo do Amapá informou que solicitou do Ministério da Saúde a instalação de usinas produtoras de oxigênio no Amapá.
Novos dispositivos de controle rígidos na fronteira França X Brasil

Os órgãos estatais franceses estão detalhando os dispositivos criados para controlar a fronteira e limitar qualquer entrada ilegal no território francês pela fronteira Brasil (Oiapoque) e França (Guayana Francesa)
“A porosidade das nossas fronteiras é um assunto pregnante que nos preocupa a todos, especialmente neste tempo de epidemia. Além dos meios mobilizados pelo estado, a conjugação de todos os corpos estaduais, mas também e principalmente a coordenação com as forças da ordem brasileiras devem ser elos fundamentais no combate aos fluxos de pessoas não autorizadas”, declarou o presidente guianense.
