O Amapá vive os preparativos finais para a inauguração do Porto do Povo de Santana, o primeiro terminal hidroviário de passageiros organizado da história do estado, com cerimônia marcada para o dia 30 de janeiro. A obra, articulada pelo senador Randolfe Rodrigues, chegou à fase final em ritmo acelerado, com cerca de 85% das obras concluídas, segundo reportagens locais.
Localizado na cidade de Santana, às margens do rio Amazonas, o Porto do Povo nasce como uma alternativa moderna às estruturas usadas até hoje para embarque e desembarque fluvial no município. A expectativa de autoridades e moradores é que o espaço não só melhore a mobilidade pela hidrovias, mas fortaleça o turismo e estimule a economia local, abrindo um novo ciclo de desenvolvimento regional.
Com um projeto arquitetônico pensado para conforto e funcionalidade, o terminal contará com instalações totalmente climatizadas, salão de espera, bilheterias, salas administrativas, lanchonetes, banheiros e área externa para contemplação e estacionamento. A infraestrutura também inclui cais flutuante e rampas que permitem atracação durante todo o ano, independente das variações do nível das águas do rio.
Durante as visitas ao canteiro de obras, o senador Randolfe Rodrigues ressaltou que a obra é resultado de emenda parlamentar de cerca de R$ 23 milhões, combinada com recursos do Governo Federal, e afirma que o Porto do Povo representa uma conquista aguardada por décadas pela população santanense.
O porto está sendo construído para substituir gradualmente antigas estruturas improvisadas de embarque, como o tradicional Porto do Grego, que atua majoritariamente com cargas e não oferece conforto para passageiros. A nova estação hidroviária promete dignidade e organização ao transporte fluvial, beneficiando diariamente moradores e visitantes que circulam entre Santana e outras cidades ribeirinhas da região amazônica.
Moradores ouvidos por jornalistas destacam a importância da obra para a cidade, lembrando que a população esperava por um terminal público que não exigisse o pagamento de taxas para embarque ou desembarque. A instalação oficial do Porto do Povo, portanto, representa não só um avanço na infraestrutura local, mas também um marco histórico na integração dos rios que cortam o Amapá.

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