Em um marco decisivo para o fortalecimento da agricultura sustentável no Amapá, a Secretária de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), Beatriz Barros, anunciou uma iniciativa que promete transformar a realidade dos produtores locais. Em reunião com lideranças do setor, foi oficializada a criação de um espaço permanente e exclusivo para produtos orgânicos e agroecológicos na nova Feira do Produtor Rural do Jardim Felicidade.
O avanço é fruto de um empenho direto da gestão da SDR, que tem buscado estreitar o diálogo com quem trabalha na ponta da produção. O encontro decisivo contou com a participação de Amallya Silva, representante da Associação de Produtores de Plantas do Amapá, e de Wilton Serrão, da empresa Ecoservice, especializada em consultoria e suporte técnico para otimização da produção rural.
A conquista é vista como uma vitória da persistência e do planejamento estratégico da secretaria. Pela primeira vez, esses trabalhadores terão um local fixo para comercialização, o que garante a valorização da produção sustentável e oferece ao consumidor o acesso direto a alimentos saudáveis, sem intermediários.
Além do espaço físico, a iniciativa estruturada pela equipe de Beatriz Barros estabelece uma rota eficiente para o escoamento da produção, resolvendo um dos maiores gargalos do setor. Ao unir o apoio governamental, a organização das associações e o suporte técnico especializado, a SDR reafirma seu compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção da agroecologia em toda a região, consolidando um novo ciclo de prosperidade para o campo amapaense.
A medida se soma à revitalização da Feira do Produtor Rural do Jardim Felicidade, em Macapá, que será entregue pelo Governo do Estado com estrutura modernizada, ambiente mais higiênico, acessibilidade e melhores condições para trabalhadores e consumidores. Segundo o governo, a quarta-feira será dedicada exclusivamente à comercialização de produtos orgânicos, enquanto a feira convencional funcionará às terças e quintas-feiras, garantindo organização e preservação da integridade dos alimentos.
A iniciativa também dialoga com a legislação brasileira de orgânicos, regulamentada pela Lei nº 10.831/2003, que estabelece regras para produção e comercialização. O Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos reúne produtores e organismos de controle de qualidade, reforçando a importância da rastreabilidade, da confiança do consumidor e da valorização de sistemas produtivos sustentáveis.

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