A Prefeitura de Porto Grande aderiu à campanha Maio Laranja e reforçou, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a importância da mobilização permanente em defesa da infância e da adolescência. A data, lembrada em 18 de maio, chama a atenção para uma responsabilidade que não cabe apenas ao poder público, mas a toda a sociedade.
A campanha desenvolvida no município destacou que nenhuma instituição protege sozinha. A rede de proteção só funciona de forma efetiva quando Conselho Tutelar, escolas, profissionais da saúde, assistência social, segurança pública, famílias e comunidade atuam de maneira integrada. É esse trabalho conjunto que permite identificar sinais de violência, acolher vítimas, aplicar medidas de proteção e responsabilizar agressores.
Em material divulgado pela Prefeitura, a mensagem central foi construída a partir de situações do cotidiano: a professora que percebe mudanças no comportamento da criança, a vizinha que denuncia uma suspeita, o conselheiro tutelar que adota providências e o psicólogo que acolhe a vítima. A proposta é mostrar que a proteção tem muitos rostos e depende da atenção de todos.
O 18 de Maio foi instituído pela Lei Federal nº 9.970, de 2000, como marco nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A campanha Maio Laranja busca ampliar a informação, romper o silêncio e incentivar denúncias, principalmente porque muitos casos acontecem dentro do ambiente familiar ou próximo da vítima.
Dados recentes do Disque 100 reforçam a gravidade do tema. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o canal registrou mais de 32,7 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026, número quase 50% maior que o observado no mesmo período do ano anterior.
Em Porto Grande, a Prefeitura reforça que a denúncia pode salvar vidas. Suspeitas devem ser comunicadas pelo Disque 100, pelo Conselho Tutelar no número (96) 99194-8283 ou pela Polícia Militar, no 190. A mensagem da campanha é direta: o silêncio protege o agressor; a denúncia protege a criança.

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