Na manhã de segunda-feira, 10 de novembro, o gabinete do prefeito Chico Nó foi palco de uma reunião estratégica voltada ao enfrentamento dos impactos da estiagem que atinge o município de Mazagão. O encontro envolveu representantes da Prefeitura Municipal, da SEMPDEC, da SEMAS e da Coordenadoria de Comunicação, com o objetivo de definir ações emergenciais para garantir água potável, apoiar famílias e recuperar áreas afetadas. O município foi incluído entre os municípios amapaenses declarados em Situação de Emergência por meio do reconhecimento da Defesa Civil Nacional, conforme o Decreto Estadual nº 9.333/2025 e Portaria Federal nº 3.258/2025.
A medida de reconhecimento — corroborada pela publicação da portaria federal que inclui Mazagão entre os municípios beneficiados — significa que o município poderá acessar recursos federais e apoio institucional para execução de ações que visem mitigar a escassez hídrica, transporte de água, suprimentos emergenciais e garantia de abastecimento em comunidades afetadas. O reconhecimento federal também orienta que o município articule plano de trabalho junto ao sistema de informações de desastres para formalizar as ações com base técnica.
Durante a reunião, a gestão municipal reforçou que a articulação com o governo do Estado e a União já está em curso, com foco imediato no abastecimento emergencial de água potável, no suporte às famílias impactadas e na recuperação das áreas que sofreram com a seca prolongada. Importante destacar que o Estado do Amapá vive uma sequência de estiagens atípicas — com vazantes prolongadas, rios em níveis críticos e comunidades ribeirinhas em situação vulnerável — e que o plano de enfrentamento federal para a Amazônia prevê ações preventivas, logística de transporte, vigilância em saúde e suporte técnico para os municípios.
A Prefeitura de Mazagão e as secretarias envolvidas também consideraram durante o encontro que o impacto da estiagem vai além da falta de água: afeta a pesca artesanal, a agricultura de subsistência, o abastecimento domiciliar, a saúde com risco aumentado de doenças associadas à água e à poeira, além da necessidade de logística diferenciada para comunidades ribeirinhas ou isoladas geograficamente. O decreto estadual que reconhece essa situação de emergência está alinhado com a legislação do Estado do Amapá, que já decretou situação excepcional para todo o estado frente à estiagem prolongada.
