O prefeito de Macapá, Pedro Dalua, recebeu na quinta-feira uma comissão de servidores que atuam na zona rural do município para discutir a retirada do benefício conhecido como interiorização. Segundo os trabalhadores, o adicional foi suspenso sem a publicação de ato formal ou justificativa apresentada, situação que tem gerado preocupação entre profissionais que desempenham suas funções em localidades mais afastadas da área urbana.
Durante o encontro, os servidores relataram que, mesmo após a retirada do benefício, continuam trabalhando nas mesmas comunidades rurais. Para os profissionais, a medida gera sensação de injustiça, já que a interiorização é considerada uma compensação importante para quem atua em regiões distantes, muitas vezes com dificuldades de acesso e menor infraestrutura.
De acordo com o prefeito, após ouvir os relatos, foi determinada a análise detalhada da situação para identificar como ocorreu a retirada do benefício e avaliar os procedimentos administrativos adotados. A gestão municipal também afirmou que a decisão será tratada com responsabilidade e que novas medidas poderão ser tomadas para garantir mais transparência nas decisões envolvendo os direitos dos servidores.
O adicional de interiorização é utilizado em diferentes administrações públicas como forma de compensar profissionais que trabalham em áreas rurais ou de difícil acesso. O benefício busca reconhecer desafios logísticos enfrentados por esses servidores e incentivar a permanência de profissionais em regiões afastadas, garantindo a continuidade de serviços essenciais à população.
Macapá, capital do Amapá, possui um território amplo que inclui diversas comunidades rurais e áreas localizadas em regiões de difícil acesso. Nessas localidades, servidores públicos desempenham funções fundamentais em áreas como educação, saúde e assistência social, garantindo a presença do poder público em comunidades distantes da sede do município.
Ainda durante a reunião, o prefeito informou que determinou que, a partir de agora, os servidores que atuam na zona rural recebam o benefício de interiorização de forma igualitária. Segundo ele, antes havia situações em que alguns profissionais recebiam o adicional enquanto outros, mesmo nas mesmas condições de trabalho, não tinham acesso ao direito.
A prefeitura destacou que continuará acompanhando o caso e que a análise administrativa seguirá em andamento para assegurar que decisões envolvendo servidores públicos sejam tomadas com legalidade, transparência e justiça.

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