O município de Serra do Navio (AP), historicamente ligado à mineração e hoje com cerca de 4,6 mil habitantes, começa 2026 com promessas de “novos caminhos” para o desenvolvimento local. Em postagens nas redes sociais, o deputado federal Acácio Favacho e a prefeita Paulinha Santos afirmaram que “vêm coisas boas” para a cidade, prometendo, após o Carnaval, apresentar um projeto que, segundo eles, pode ser decisivo para a reconstrução econômica do município. Eles destacaram que o futuro da cidade está sendo desenhado com foco em desenvolvimento e oportunidades.
Criado oficialmente em 1992, Serra do Navio foi planejada a partir da descoberta de depósitos de manganês na década de 1940, que transformaram a região num dos grandes polos de extração mineral do Brasil durante décadas e motivaram a construção de uma cidade modelo para abrigar trabalhadores e suas famílias. A indústria mineradora foi a base econômica durante grande parte do século XX, gerando empregos e infraestrutura urbana. Contudo, o declínio da exploração mineral na área provocou queda populacional e deixou lacunas no dinamismo econômico local.
A estrutura urbana original, com traços do planejamento norte-americano da época da mineração, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2012, como Patrimônio Histórico Nacional, reforçando o valor cultural da vila mineradora e abrindo possibilidades para fortalecer o turismo histórico e cultural na região.
Atualmente, a economia de Serra do Navio inclui não apenas atividades agrícolas como produção de mandioca, arroz, milho e cupuaçu, mas também o comércio local e serviços públicos, que compõem parte significativa da movimentação econômica da cidade. A tendência é que novas estratégias econômicas busquem diversificar ainda mais essas atividades, reduzindo a dependência de setores tradicionais.
O anúncio feito pelo deputado e pela prefeita não detalha ainda o conteúdo do projeto futuro, mas a expectativa é que ele abarque iniciativas que estimulem geração de empregos, atração de investimentos e, possivelmente, o fortalecimento do turismo ligado à história mineradora e à paisagem natural da região. A população local acompanha com interesse as promessas de “tempo de retomada”, em um contexto em que cidades interioranas buscam alternativas sustentáveis para promover desenvolvimento e fixação de jovens e famílias na região.

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