O município de Pedra Branca do Amapari realizou na quarta-feira, dia 29, uma oficina de queima controlada destinada aos agricultores locais. A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Pedra Branca do Amapari (Semab) em conjunto com a Secretaria Municipal de Segurança Pública de Pedra Branca do Amapari (Segup), o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP) e o Instituto Federal do Amapá (IFAP). O curso combinou teoria e prática para formar produtores rurais sobre boas práticas de uso do fogo, visando a preservação ambiental e o acondicionamento mais seguro do preparo do solo em áreas agrícolas.
Durante o evento, que ocorreu no campus do IFAP em Pedra Branca do Amapari, foram abordados temas como legislação ambiental vigente, técnicas de queima controlada, segurança no campo e métodos de redução de impactos ambientais durante o preparo da terra. A metodologia incluiu demonstrações práticas no terreno, permitindo que os participantes observassem e aplicassem os procedimentos com supervisão técnica. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Raphael Araújo, “é fundamental que o agricultor tenha conhecimento técnico sobre o uso do fogo, evitando riscos à propriedade e ao meio ambiente. Essa oficina contribui diretamente para a segurança e a sustentabilidade das nossas áreas rurais”.
A escolha de Pedra Branca do Amapari como local para a formação não é casual. O município possui vastas áreas de floresta e zonas rurais suscetíveis a queimadas, especialmente em períodos de estiagem, e a presença de uma base avançada de atuação da operação estadual de combate a incêndios revela a necessidade de prática preventiva. Em parceria com o governo estadual, está em funcionamento no município uma base da Operação Amapá Verde, dedicada à resposta rápida e ao monitoramento de focos de queimada na região.
A capacitação organizada pela Semab incluiu a participação conjunta dos bombeiros e da secretaria de segurança pública, o que mostra que a proposta ultrapassa a mera técnica agrícola e avança para a governança integrada do território rural. Além de prevenir incêndios, o trabalho busca fomentar uma cultura de manejo sustentável, que minimize impactos ao solo, à biodiversidade e à vizinhança. Por meio da ação prática, os produtores rurais aumentam sua capacidade de planejar limpezas, lotes agrícolas e áreas de pastagem com menor uso do fogo ou com uso controlado e técnico.
Como resultado esperado, a oficina poderá reduzir significativamente o risco de queimadas e incêndios acidentais, apoiar a conservação de áreas naturais e melhorar a segurança das comunidades agrícolas. Para que o reflexo da iniciativa seja duradouro, será necessário que as boas práticas aprendidas sejam incorporadas de forma permanente e que haja monitoramento local por parte das autoridades ambientais. O evento aponta para um passo importante no fortalecimento da agricultura sustentável no Amapá e no alinhamento entre produção rural e proteção ambiental.
