O prefeito de Mazagão, Chico Nó, anunciou nesta semana um importante avanço para as famílias envolvidas no Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Maracá. Em encontro com o presidente da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Maracá (ATEXMA), Rogério Chucre, foi confirmado o pagamento da terceira parcela da Unidade de Produção Agroextrativista (UPA-03), uma das 12 previstas no ciclo de pagamento mensal aos associados do projeto, iniciativa que promete garantir renda contínua e estabilidade econômica para comunidades da região.
Segundo a prefeitura, a ação representa mais um passo na execução do plano que visa gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida dos beneficiários, especialmente em uma região tradicionalmente dependente da economia extrativista e familiar. O compromisso firmado com a ATEXMA reforça o papel da gestão municipal em articular ações de apoio ao desenvolvimento sustentável no meio rural, aliado à preservação ambiental.
O Plano de Manejo Florestal Sustentável no PAE Maracá, concebido como uma alternativa de geração de renda por meio da exploração planejada de recursos florestais, tem servido de modelo para aportes econômicos na região e está entre os maiores em extensão do país, abrangendo uma vasta área de floresta que corresponde a mais de 160 mil hectares sob manejo comunitário. Ele foi idealizado para que a extração fosse feita de forma organizada e dentro da legalidade, com parte significativa dos recursos revertida diretamente às famílias localizadas no assentamento.
Entretanto, o projeto enfrenta debates e desafios no âmbito jurídico e ambiental. Nos últimos anos, ações propostas pelo Ministério Público Federal (MPF) questionaram irregularidades no manejo florestal e pediram revisões que garantam maior sustentabilidade e participação comunitária na exploração de madeira. A Justiça Federal chegou a determinar a revisão e readequação do plano, com ajustes em parâmetros técnicos como a intensidade de corte e o monitoramento das áreas exploradas, para assegurar que a atividade respeite normas agrárias e ambientais.
Apesar dos entraves judiciais, o pagamento das parcelas aos associados mostra que, na prática, as famílias continuam a receber os benefícios previstos, contribuindo para a renda mensal de quem participa diretamente do plano. Para muitos assentados, esse fluxo de renda representa suporte financeiro relevante, com impacto direto no orçamento familiar e na dinamização da economia local. A prefeitura de Mazagão e a ATEXMA não divulgaram ainda o calendário das próximas parcelas, mas reforçaram o compromisso de manter o cronograma de pagamentos conforme o plano de manejo em curso.
