Operação ‘Octanagem’
PF apura indícios de desvio de recursos eleitorais com notas 'frias' e falsas candidaturas no AP
— Foto PF Divulgação
Operação ‘Octanagem’ foi deflagrada nesta segunda-feira (8), para cumprir mandados de busca e apreensão. Crime de falsidade ideológica teria ocorrido no pleito de 2018.
Operação ‘Octanagem’ apura indícios de desvio de recursos eleitorais com notas 'frias' e falsas candidaturas no Amapá — Foto: PF/Divulgação
Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (8), no Amapá. As provas serão incluídas na investigação que apura desvio de recursos do Fundo Eleitoral, com uso de notas frias e falsas candidaturas no pleito de 2018.
A prática, que é criminosa, teria beneficiado um único candidato. A PF não divulgou a identidade dele, se ele foi eleito, e nem o partido pelo qual ele concorreu.

Na operação “Octanagem”, 24 policiais deram cumprimento aos mandados nesta manhã em residências, numa empresa de combustíveis e na sede do partido político, em Macapá e Santana.
A PF detalhou que a investigação teve início após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá apontar inconsistências nas contas do partido.
O que a PF conseguiu apurar até hoje é que há indícios de que algumas pessoas lançaram candidaturas apenas para arrecadar dinheiro do fundo partidário. Com os valores, eles repassavam a maior parte ao candidato mais conhecido e ficavam com o restante do dinheiro. 
“Existiam, de certa forma, candidaturas fictícias apenas para pegar os recursos do fundo partidário e destiná-los a terceiros. Os envolvidos poderão responder pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, cuja pena chega a cinco anos de reclusão”, pontuou a PF.
O nome da operação faz referência ao índice que mede a pureza da gasolina. É que a investigação identificou que parte dos recursos pode ter siso usada na compra de combustíveis com emissão de notas fiscais frias.
