OPERAÇÃO DESASTROSA E LETAL DA PF
PM baleado durante operação da Policia Federal faleceu. O caso deve ser esclarecido.
Que seja feito Justiça com este ato triste e vergonhoso dos PF e despreparo apresentado na execução de um mandado de prisão. Nem todos são meliantes, para terem suas portas arrombadas.
O tenente da Polícia Militar (PM) baleado na cabeça durante uma operação da Polícia Federal (PF) morreu na madrugada desta sexta-feira (24). Amauri Alves de Lima estava internado em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O militar foi atingido na quarta-feira (22) durante o cumprimento de um mandado de prisão da Polícia Federal (PF), no âmbito da operação Desativado, que realizou 30 diligências em Macapá para combater um esquema milionário de tráfico de drogas e organização criminosa.
O tiroteio teria começado após uma diligência na casa do militar, no bairro Infraero 1. A PF informou que ele não era alvo da operação e sim seu enteado que residia e era considerado como filho pelo militar.

“Ele não era investigado, para deixar claro. A dinâmica dos fatos será apurada em procedimento cuja instalação foi comunicada ao Ministério Público Federal [MPF]. Tínhamos as informações que o endereço era vinculado a um investigado”, relatou o delegado Davi Sobral, da PF.
O CASO
A pergunta que não quer calar: Porquê o confronto?

Instituições como a Policia Federal tem treinamentos e recursos para poder executar em todo o Brasil ações e investigações. Além de que com experiências em execução de ordens judicias em todos os meios sociais.
Essa ação realizada em Macapá, se caracterizou como desastrosa devido a execução do Mandato de Prisão, cujo endereço era de um Policial Militar em vésperas de ir para a reserva e não tinham conhecimento disso?
BOPE NÃO PARTICIPOU DA OPERAÇÃO NA RESIDÊNCIA DO TENENTE AMAURI

Foi especulado, sem bases (Fake News) de que o BOPE teria participado da Operação comandada pela Policia Federal, o que foi desmentido, em uma coletiva de imprensa, tanto pelo Comando do BOPE como pela Policia Federal, que no momento da ação, não tinha nenhum policial militar,
O coronel Aldinei Almeida, diretor de operações da PM, explicou que a motivação para coletiva foi a publicação de um vídeo gravado pelo advogado Maurício Pereira, no qual dá a entender, segundo o oficial, que o Bope participou da ação junto com a PF na casa do policial.
No entanto, o coronel deixou claro que a participação do Bope na Operação Desativado foi tão somente no cumprimento de mandado no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
O coronel reiterou que uma apuração preliminar da Corregedoria da instituição confirmou que não havia nenhum policial militar no momento da ação da PF na casa do tenente.
Coronel Aldinei: “saiu uma fake news por um advogado dizendo que o Batalhão de Operações Especiais havia participado da ação que resultou na morte do policial militar. Não é verdade”. Fotos: André Silva/SN
“Hoje, para nossa surpresa, no momento que estávamos recepcionando o corpo do nosso companheiro, no momento em que estávamos chorando juntamente com familiares, saiu uma fake news por um advogado dizendo que o Batalhão de Operações Especiais havia participado da ação que resultou na morte do policial militar. Não é verdade”, reafirmou Aldinei.
Ele informou que o Bope acionou advogados e dará andamento judicial nas providências contra as declarações de Maurício Pereira. Veja o vídeo:
Também nesta sexta-feira, a PF publicou nota de esclarecimento, afirmando que o Bope agiu apenas nas dependências do Iapen. Repudiou o conteúdo do vídeo do advogado e chamou de “incidente” o fato que levou a morte do policial.

DESASTROSA E LETAL
O que que se pode ponderar é que a dinâmica utilizada pelos executores da ordem judicial de prisão, não atentou para a segurança de outros cidadãos que ali residiam. Isso foi tão obvio que o resultado foi trágico.

Numa situação calamitosa que o Brasil e o Amapá vivenciam, onde o crime e os criminosos se mantém em evidencias, invadindo e agredindo cidadãos tornando-os reféns, E isso se tornou corriqueiro, no Amapá, bandidos ‘pé de chinelo’ fazem reféns por horas e a Policia Militar se responsabilizando pelo resgate, com sucesso.
O tenente PM que durante anos conviveu com essas situações perigosas e tendo conhecimento e a experiência da agressividade, pois ele atuava nas ruas e deve ter defendido o seu lar, sem saber quem o estava ameaçando. Se era os bandidos ou uma Operação Policial. E o mais surreal é que mesmo com 30 anos de carreira militar, ninguém, sabia que aquele endereço era sua residência?
Temos vistos muitas operações desastrosas onde na maioria das vezes acaba com abuso de autoridade e o uso indevido ou excessivo de força levando muitos cidadãos e meliantes a Óbito.
O deve ser reforçado que em muitos locais (becos, bairros e comunidades), onde o crime organizado predomina e domina, tem cidadão honesto e trabalhador e não devem ser tratados como criminosos e serem submetidos a decisões que lhes destroem a vida.
A força deve ser empregada de forma moderada, proporcional à gravidade da violação identificada e com intensidade estritamente necessária ao atendimento do objetivo que deve ser atingido. Qualquer desvio ou abuso, reprovados pelo consentimento publico, e pela não observância dos limites legais será considerado uso excessivo da força, truculência e arbitrariedade, que levam à descrença e ao medo relacionado às instituições que deveriam respeitar estes limites e responsabilização pelo excesso. (SENASP, 2009, P. 54).
O policial quando participa de ações e operações estar ali como extensão do estado. E reconhecendo meritoriamente as ações realizadas pela Policia Federal no Amapá, mas dessa vez foi falha, desastrosa e infelizmente ao luto de uma família com a perda de cidadão que muito vez pela segurança dos amapaenses.
Toda a sociedade amapaense está esperando a devida e rápida apuração dos fatos para devida responsabilização dos envolvidos. É inadmissível uma ação dessa, um despreparo que tirou de forma trágica, a vida de um cidadão e membro de instituição militari.
A sociedade espera o resultado dessa investigação e que seja esclarecida e que o Ministério Público Federal cobre uma investigação transparente e digam: COMO TUDO ISSO ACONTECEU?

A Polícia Militar do Amapá lamenta profundamente o falecimento do TENENTE AMAURI ALVES DE LIMA, ocorrido nesta sexta-feira (24).
O Tenente A. DE LIMA tinha 53 anos e era filho da Senhor Raimundo Marques de Lima e da Senhora Josefa Alves de Lima.
O militar nasceu no dia 12 de novembro de 1968 e ingressou na Polícia Militar do Amapá em 1º de junho de 1992, dedicando 30 anos à Corporação e à sociedade amapaense. Suas unidades de atuação foram o 6º, 8º e 12º Batalhão, onde atuou no Distrito de Lourenço.
Neste momento de profundo pesar, a Polícia Militar manifesta à família e os amigos as mais sinceras condolências e deseja que Deus possa confortar a todos neste momento de dor.
Coronel Heliane Braga de Almeida - Comandante Geral da Polícia Militar do Amapá

