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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

Notícias/Ministério Público do Amapá

MP-AP delibera a respeito da execução do projeto Igarapé Sustentável para que recursos não sejam devolvidos à União

A audiência cumpre o acordo da última reunião sobre o assunto, de iniciativa do deputado federal Camilo Capiberibe

MP-AP delibera a respeito da execução do projeto Igarapé Sustentável para que recursos não sejam devolvidos à União
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá Texto: Mariléia Maciel
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Como encaminhamento de procedimentos solicitados ao Ministério Público do Amapá (MP-AP), referente ao acompanhamento da execução do projeto Igarapé Sustentável, nesta segunda-feira (16), uma Audiência Pública foi realizada na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), presidida pelo promotor de Justiça de Meio Ambiente, Marcelo Moreira, representando a procuradora-geral, Ivana Cei. A audiência cumpre o acordo da última reunião sobre o assunto, de iniciativa do deputado federal Camilo Capiberibe, que solicitou a intervenção do MP-AP para que os recursos de aproximadamente R$16 milhões, de emendas parlamentares, não sejam devolvidos caso a obra não seja concluída no prazo estipulado.

Moradores da comunidade Igarapé da Fortaleza; o prefeito de Santana, Bala Rocha; o representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), Luiz Takiyama; do Instituto Forte Cumaú, Nerivan Costa; e de órgãos da administração estadual, além do deputado Camilo Capiberibe, estiveram presentes. Os principais entraves para o andamento da obra são a regularização fundiária, licenciamento, plano de manejo, desapropriação da área para construção do píer e a readequação do projeto. O prazo para conclusão do projeto foi prorrogado até 31 de março de 2022.

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Para execução do Igarapé Sustentável no distrito Igarapé da fortaleza foram garantidos recursos junto ao Ministério da Integração Nacional. A área é fronteira entre os municípios de Macapá e Santana, protegida constitucionalmente por se tratar de uma Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Governo do Estado. Como contrapartida, o Estado assumiu a responsabilidade pela obra

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Voltado para inclusão produtiva e desenvolvimento regional, consta no projeto a construção de uma fábrica de beneficiamento de camarão e frutas regionais; espaço para produção de vegetais; porto de embarque e desembarque de produtos e turistas; centro de atendimento ao turista; e mercado para comercialização de produtos agroextrativistas. Prevê ainda, a pavimentação de ramais do CD Rural e Hortifrutigranjeiro.

O objetivo dos solicitantes é que o MP-AP interceda perante os órgãos estaduais e federais com responsabilidade na execução da obra. O parlamentar explicou que a construção avançou na fábrica, mas parou por falta de adequação do projeto para atender as obrigações legais que impedem o andamento; e que a pavimentação foi retomada, mas o plano de manejo não foi concluído. O prefeito Bala Rocha afirma a importância do projeto para desenvolver economicamente Santana, que será afetada pelos impactos, uma vez que a estrutura comercial da área está nos limites do município.

Luiz Takiyama relatou que da parte da SEMA os entraves esbarram no licenciamento e que o plano de manejo está em discussão para adequação às novas tecnologias. Antônio Chucre, da Secretaria de Transportes do Estado (Setrap) confirmou que estão acontecendo diligências na área e que a previsão é que a pavimentação seja concluída até dezembro deste ano. Morena Borges, da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinf), disse que o convênio é complexo e que há impedimento administrativo para a continuação da execução porque algumas etapas dependem do cumprimento de outras, principalmente referente à indenização de um proprietário de área para obra do projeto, por não haver consenso sobre valores.

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Como encaminhamento, o promotor Marcelo Moreira deliberou que irá solicitar à Seinf a relação de obras e serviços relacionados ao projeto Igarapé Sustentável, valor previsto e empenhado, entraves e soluções; irá Recomendar ao Estado do Amapá que adote medidas para que o recurso não seja devolvido à União; designar uma reunião com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria do Patrimônio da União (SPU) sobre a concessão de área federal para um empreendedor; solicitar à SEMA informações a respeito da fiscalização de obras do referido empreendedor; e realizar visita nas obras do CD Rural e Pólo da Fazendinha, com técnicos da Setrap.

Reinaldo Coelho

Publicado por:

Reinaldo Coelho

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