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Sábado, 18 de Abril 2026

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Militares do Exército que atuaram no resgate do Barco Novo Amapá serão homenageados na Assembleia Legislativa

Segundo o presidente da confraria, Osvaldo Toloza Coelho Filho, a atuação dos militares durante a tragédia foi marcada por coragem e comprometimento.

Militares do Exército que atuaram no resgate do Barco Novo Amapá serão homenageados na Assembleia Legislativa
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Quase meio século após o naufrágio do Barco Novo Amapá, considerado uma das maiores tragédias fluviais do Brasil em número de vítimas, militares do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (34º BIS), sediado em Macapá, serão homenageados pela Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). A iniciativa é de autoria do deputado Rayfran Beirão (SDD).

A homenagem ocorrerá durante sessão solene marcada para o dia 8 de abril, no Plenário Deputado Dalto Martins. Na ocasião, os militares que participaram das operações de resgate do naufrágio, ocorrido em 6 de janeiro de 1981, receberão certificados e medalhas concedidos pela Confraria dos Bravos Heróis de 80.

A confraria foi fundada oficialmente em 13 de agosto de 2024 e reúne ex-combatentes do Exército Brasileiro pertencentes à turma de 1980. Atualmente, o grupo é composto por 85 ex-militares, que mantêm vínculos de amizade e preservam a memória das ações realizadas durante o serviço militar.

Segundo o presidente da confraria, Osvaldo Toloza Coelho Filho, a atuação dos militares durante a tragédia foi marcada por coragem e comprometimento. “Os combatentes da turma de 1980 cumpriram essa missão com força, coragem e bravura, demonstrando o verdadeiro espírito do soldado brasileiro. Esse episódio permanece como uma das mais significativas missões já realizadas pelo Exército Brasileiro no estado do Amapá”, destacou.

Durante as operações, o Exército mobilizou mais de 200 militares, entre oficiais e praças, para atuar nas ações de resgate e apoio à população. Parte das guarnições foi enviada diretamente ao local do naufrágio, enquanto outras equipes permaneceram em terra, prestando suporte às autoridades e aos familiares das vítimas.

Os militares também organizaram um corredor de proteção e isolamento para garantir respeito e dignidade durante o traslado dos corpos, que saíam do Porto de Santana em direção ao Cemitério do Provedor. A missão exigiu disciplina e equilíbrio emocional diante da gravidade da tragédia.

De acordo com registros históricos, a embarcação partiu de Santana às 14h do dia 6 de janeiro de 1981, pelo Rio Amazonas, e naufragou pouco antes das 21h, no Rio Cajari, próximo ao distrito de Monte Dourado, em Almeirim, no Pará, destino final da viagem. O acidente resultou na morte de centenas de pessoas e ficou marcado como uma das maiores tragédias fluviais da região. (Fonte Assembleia Legislativa do Amapá)

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Genesis Comunicação

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